Programa Agricultor Florestal chega a Vale do Poço da Caça
Na localidade do Vale do Poço da Caça, em Itapitanga, sul do estado, o pequeno produtor Gilvan Nascimento da Rocha, 40 anos, vive, desde que nasceu, na Fazenda Vencedora. Na companhia da mulher e dos seis filhos, Gilvan se dedica ao cultivo de mandioca, feijão, milho e abóbora, entre outros produtos, que são vendidos na região e garantem a sobrevivência da família.
Situada a oito quilômetros do município, Poço da Caça é constituída por uma área de 700 hectares, abrigando mais de 150 agricultores que vivem do plantio de produtos da agricultura familiar.
A área é marcada por um histórico de caça predatória e indiscriminada, queimadas e desmatamento, o que ocasionou um desgaste e a degradação dos recursos naturais existentes no local. Para reverter a situação, o Agricultor Florestal, desenvolvido pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), chegou à localidade levando informações, orientações e esclarecimentos. O programa busca apoiar o desenvolvimento rural, fortalecendo a agricultura familiar e garantindo a sustentabilidade.
“É bom, porque a gente aprende mais como plantar. Gostei de saber sobre o eucalipto e ouvi os colegas que já plantaram. Os que não acreditaram no programa hoje já participam. Plantam e vendem, gerando trabalho e renda”, disse Gilvan, referindo-se ao vídeo sobre a experiência de agricultores que aderiram ao programa.
Para Josemir Coelho Santos, coordenador do escritório regional da Sema de Ubatã, o Vale do Poço da Caça é uma região constituída por pequenos produtores onde é grande a demanda de madeira para usos múltiplos (lenha, carvão, estacas e mourões). “Dessa forma, procuramos conscientizar esse pessoal sobre a importância da recuperação de áreas degradadas”, lembrou.
Poupança verde
De acordo com Josemir, o Agricultor Florestal não oferece ao pequeno produtor uma renda mensal de imediato. Mas garante em curto prazo um retorno financeiro. O programa alerta ainda o pequeno agricultor para a importância do relacionamento com os recursos naturais para garantir a sustentabilidade.
Salmo Macário, técnico da Sema, explicou que a partir da apresentação do programa aos agricultores do Vale do Poço da Caça os técnicos da secretaria fazem a vistoria das propriedades rurais. Em seguida, é conferida a documentação e verificada a possibilidade do plantio do eucalipto consorciado com agricultura familiar. “Queremos levar à frente essa iniciativa. A localidade de Poço da Caça é marcada pela exploração e estamos aqui para apoiar a Sema”, disse Luiz Henrique Oliveira, vereador do município de Itapitanga e parceiro do programa. “Estou apostando nesta ação para ter o reflorestamento e recuperar a região”, afirmou.
Fonte:
Assessoria Geral de Comunicação
Agecom / Bahia