Commodities Agrícolas

10/12/2009

Commodities Agrícolas

 

 

 


 
Mais uma queda em NY.

Os preços do café na bolsa de Nova York tiveram uma quarta-feira de queda e fecharam com perdas pelo segundo dia consecutivo. Os contratos para março terminaram a quarta-feira a 141,65 centavos de dólar por libra-peso, queda de 225 pontos. Mais uma vez, o mercado foi pressionado pela valorização do dólar, que derrubou as cotações, mesmo com a a informação da Organização Internacional do Café (OIC) de que a produção mundial na safra 2009/10 cairá para até 123 milhões de sacas. Na safra anterior, a produção foi de 128 milhões de sacas a a queda se deve à menor oferta proveniente de Brasil, Colômbia e Índia, segundo informações da Bloomberg. No mercado interno, o indicador Esalq ficou em R$ 284,49 por saca, alta de 0,63%.

Revisão americana.

As cotações do algodão subiram ontem na bolsa de Nova York diante da expectativa de que os Estados Unidos, maior exportador mundial da fibra, corte sua previsão oficial de produção doméstica para 12,39 milhões de fardos, ante a previsão do mês passado de 12,5 milhões, segundo pesquisa feita pela Bloomberg com analistas. Isso por conta de condições adversas de clima nas lavouras americanas. Os contratos de algodão para maio subiram ontem 32 pontos para 75,74 centavos de dólar por libra-peso na bolsa americana. O algodão foi uma das quatro commodities que subiram ontem, segundo o Standard & Poor's GSCI Index, que considera 24 matérias-primas. Segundo o indicador Cepea/Esalq, a libra-peso do algodão em pluma fechou em alta de 0,78%.
 
Influência chinesa.

A notícia de que importadores irão deslocar sua fonte de suprimento de soja dos Estados Unidos para a América do Sul, que tem expectativa de antecipar o início da colheita para fevereiro, provocou segunda queda consecutiva da cotação do grão na semana na bolsa de Chicago, segundo noticiou a Bloomberg. Os papéis para março recuaram 15 pontos para US$ 10,37 por bushel. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), Brasil e Argentina vão produzir juntos 116 milhões de toneladas do grão, 30% mais que no ciclo anterior. Desde setembro até o fim de novembro, o preço da soja havia subido 14% com recorde de compras chinesas. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq fechou em alta de 0,72% com a saca valendo R$ 43,23.

Pressão do dólar.

As cotações do trigo em Chicago tiveram a sétima queda consecutiva. Mais uma fez o dólar impediu uma reversão da tendência de baixa e os contratos para março terminaram o dia a US$ 5,35 por bushel, queda de 4,5 centavos de dólar. Na mesma linha, os preços em Kansas fecharam a US$ 5,28 por bushel, perdas de 5 centavos. Além disso, o atraso nas exportações do trigo americano é considerado outro fator de pressão, segundo a Bloomberg. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) registrou embarques de 13 milhões de bushels na semana encerrada em 3 de dezembro, queda de 22% em comparação à semana anterior. No mercado interno, os preços subiram 0,75% para R$ 25,60 por saca, segundo dados do Deral.