São Paulo deseja tecnologia da seringueira gerada pela Ceplac
“Interessou-nos muito saber que a Bahia vem trabalhando na área da seringueira com Sistemas Agroflorestais (SAFs). Precisamos levar a tecnologia que é gerada aqui na Ceplac para São Paulo.” A afirmação foi feita pelo fitotecnista Afonso Pedro Biolski, que liderou a visita de um grupo de 10 engenheiros agrônomos e técnicos da Comissão de Seringueira da Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo e da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) à Superintendência da Ceplac na Bahia na segunda-feira, 7.
O grupo paulista foi recebido pelo superintendente Antônio Zózimo de Matos Costa, acompanhado dos chefes do Centro de Extensão da Ceplac, Sérgio Murilo Correia Menezes, e do Serviço de Planejamento da Superintendência, Mário Tavares. Durante a visita, o fitotecnista Afonso Pedro Biolski relatou que foi agradável surpresa ver o modelo integrado pesquisa-extensão, onde a tecnologia gerada pela Ceplac é difundida e levada ao homem do campo, com inúmeros benefícios ao produtor.
O fitotecnista considerou que a maior dificuldade que se observa em outras instituições públicas é repassar ao produtor a tecnologia de imediato. “Aqui constatamos que a Ceplac como órgão federal, vinculado ao Ministério da Agricultura, faz com que a pesquisa chegue rápido, o que é o desejável”, sintetizou. “Além de conhecer Sistema Agroflorestais, com o consorciamento de cacau e seringueira, a partir da legislação de recuperação florestal de São Paulo, procuramos obter informações e experiências para aplicar no Estado”, informou Biolski.
Uma das razões da visita de técnicos paulistas à Bahia foi verificar a possibilidade do plantio da seringueira e outras plantas exóticas de valor comercial junto às essências nativas. “Para nós é um ponto de honra atender a legislação, mas levando em conta o aspecto econômico e financeiro do produtor rural”, explicou o chefe do grupo, acrescentando que antes da Bahia visitou Goiás, na região de Goianésia, onde há diversos projetos com seringueira, ainda como monocultura, mas com muito sucesso.
Na visita à Ceplac, os técnicos paulistas puderam observar que a instituição desenvolveu clones tolerantes e resistentes ao Microcyclus uley (causador do Mal das Folhas), com a pesquisa de variedade de clones. “Isto nos deixou entusiasmados em saber que a Bahia trabalha para aumentar sua produção de borracha natural com variedades resistentes à doença”, disse.
A Comissão Técnica da Seagri de São Paulo realiza, desde 1996 e a cada dois anos, ciclos de palestras enfocando as novidades do setor, com o objetivo de levar ao produtor tecnologia e experiências na cultura da seringueira. O estado é o maior produtor nacional de borracha. “A gente sabe que é produto nobre, o País demanda grandes quantidades de borracha natural e ainda importa dois terços do consumo. Então, para nós e para outros estados é boa oportunidade do agronegócio”, concluiu Afonso Pedro Biolski.
Fonte:
ACS – Sueba