Commodities Agrícolas
Teto em sete semanas.
Um movimento de compras de fundos levou as cotações do açúcar a alcançarem o maior patamar em sete semanas na sexta-feira na bolsa de Nova York, conforme relato da agência Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em março fecharam a 24 centavos de dólar por libra-peso, alta de 74 pontos, ao passo que os papéis para entrega em maio subiram 63 pontos, para 23,07 centavos de dólar. Traders mostraram-se até surpresos com tamanho fôlego dos preços, que já estão no maior nível em quase três décadas. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal negociada em São Paulo registrou variação positiva de 0,67%, para R$ 57,35. Em dezembro, a valorização acumulada chega a 3,39%.
Demanda chinesa.
O reaquecimento da demanda chinesa ajudou a impulsionar as cotações da soja na sexta-feira na bolsa de Chicago, ainda que a tendência de crescimento da oferta mundial nesta safra 2009/10, confirmada na semana passada em relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), permaneça como um fator de pressão. Os contratos com vencimento em março, que haviam recuado na quinta-feira, encerraram o pregão negociados a US$ 10,43 por bushel, ganho de 7,25 centavos de dólar. O clima no Meio-Oeste americano também ajudou a oferecer suporte ao mercado. Em Rondonópolis (MT), a saca de 60 quilos do grão saiu por R$ 38,80, segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Neve no Meio-Oeste.
As cotações do milho voltaram a subir na sexta-feira na bolsa de Chicago, pela segunda sessão consecutiva. Depois do efeito positivo sobre os preços provocado pela confirmação, por parte do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), da redução dos estoques globais na safra 2009/10, a nova sustentação veio da expectativa de que a neve que cai em regiões produtoras do Meio-Oeste americano prejudique a produtividade das lavouras que ainda estão sendo colhidas. Os contratos com vencimento em março fecharam a US$ 4,0450 por bushel, em alta de 11,50 centavos de dólar. No Paraná, a saca de 60 quilos do grão foi negociada, em média, por R$ 15,04, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura. Houve baixa de 0,4% sobre quinta-feira.
Mais uma alta em SP.
O IqPR , índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado -, encerrou a primeira quadrissemana de dezembro com variação positiva de 1,72%. Foi a 15ª alta consecutiva do indicador, novamente determinada pelo comportamento das cotações no grupo de 14 produtos de origem vegetal. No grupo, as principais valorizações foram as da laranja para indústria (16,56%) e da batata (9,31%). Já o grupo de produtos de origem animal, formado por seis itens, voltou a cair, 1,84%, pela terceira quadrissemana seguida. Só a carne de frango subiu (6,78%). Houve quedas para as carnes bovina e suína, leites B e C e ovos. A maior, de 5,94% foi a do leite B.