Bahia está em sintonia com soluções para as mudanças climáticas
Diminuir os efeitos das mudanças climáticas com a redução dos gases que provocam o efeito estufa e o uso de energias limpas são os principais assuntos na pauta da Conferência de Copenhague – capital da Dinamarca –, evento que reúne os países integrantes da ONU.
A Conferência de Copenhague vai redigir e aprovar os termos da segunda parte do Protocolo de Kyoto – a primeira expira em 2012.
A continuidade do protocolo estabelece novas metas de redução da emissão de gases de efeito estufa em todo o mundo. O Brasil vem apresentando metas de redução de gases, apesar de não estar obrigado a apontar soluções.
Muitas das ações discutidas em Copenhague já são desenvolvidas pelo governo da Bahia, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Sema). Entre elas, a oferta de energia limpa, com a criação do parque eólico no estado.
Com a realização do primeiro leilão para exploração de energia eólica, no último dia 14, a Bahia será o terceiro estado com maior número de parques e volume contratado, com 18 projetos e 390 megawatts de energia. Em primeiro plano, estão os estados do Rio Grande do Norte e do Ceará.
Municípios baianos terão parques eólicos até 2012
Obtida através do vento, a energia eólica é uma abundante fonte de energia, renovável, limpa e disponível em todos os lugares.
Macaúbas, Novo Horizonte, Seabra, Planaltina, Ilhéus e Porto Seguro, dentre outras, terão implantados, até 2012, parques eólicos em seus solos, fornecendo energia para o sistema nacional.
"Os problemas são globais, mas as ações devem ser locais de um modo geral. E, dessa forma, temos trabalhado para colocar a Bahia em sintonia com as soluções para as mudanças do clima", revela Juliano Matos, secretário estadual do Meio Ambiente. Entre outras ações implementadas pela Sema estão a criação da Lei Estadual de Mudanças Climáticas, cujo projeto deverá ser enviado à Assembleia Legislativa ainda este ano e o programa Floresta Bahia Global.
Iniciativa pioneira no país, o programa promove a recuperação de áreas de cobertura vegetal nativa, além de contribuir para a redução dos efeitos das mudanças climáticas.