Commodities Agrícolas

21/12/2009

Commodities Agrícolas

 

 

 

Queda na demanda.

As cotações do cacau tiveram na sexta-feira a maior queda em dois meses com a especulação de que a demanda irá cair após a forte alta da commodity na última semana que fez com que os preços tivessem a maior alta em 30 anos. Os papéis para maio recuaram US$ 170 por tonelada na bolsa de Nova York, fechando em US$ 3.271. Os contratos com vencimento em março devolveram US$ 173 por tonelada e encerraram o pregão em US$ 3,251. No mercado interno também houve queda. De acordo informações da Central Nacional de Produtores de Cacau (CNPC), a arroba encerrou a semana valendo, na média, R$ 92,70, ante os R$ 96 registrados na quinta-feira. As cotações máximas do dia, segundo a CNPC, atingiram R$ 94 e, as mínimas, R$ 90.

Recuperação em NY.

Depois de três dias consecutivos de queda, os preços do suco de laranja fecharam o pregão de sexta-feira em alta de 155 pontos. Os contratos com vencimento em março terminaram o dia cotados a 134,35 centavos de dólar por libra-peso, retornando aos níveis do início da semana passada. Analistas consultados pela Bloomberg disseram que o mercado voltou a olhar para os fundamentos do setor. Na sexta-feira os operadores voltaram a falar da menor disponibilidade de laranja da safra da Flórida, segundo maior produtor do mundo, atrás apenas do Brasil. No mercado interno, a caixa de laranja fechou a sexta-feira cotada a R$ 6,96, segundo dados do Cepea/Esalq. O preço médio registrado na semana passada foi de R$ 6,94 por caixa, valorização acumulada de 0,29%.

Compras especulativas.

Compras especulativas fizeram com que os preços do trigo voltasse a subir na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em maio terminaram o último pregão da semana passada cotados a US$ 5,41 por bushel, alta de 9,25 centavos de dólar por bushel. Analistas consultados pela Bloomberg disseram que as cotações votaram a ficar atrativas, depois da forte desvalorização registrada na última quinta-feira. Na bolsa de Kansas, as entregas para maio subiram 9 centavos de dólar e terminaram a sexta-feira valendo US$ 5,36 por bushel. "Essa alta foi mais uma situação técnica do que notícias que pudessem ter interferido", disse um analista. No mercado interno, os preços do trigo encerraram a semana em queda de 0,46% a R$ 23,86 por saca, segundo informações do Deral.

Alta perdura em SP.

O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado -, encerrou a segunda quadrissemana de dezembro com variação positiva de 2,13%. Foi a 16ª alta consecutiva do indicador, mais uma vez determinada pelo comportamento das cotações no grupo de 14 produtos de origem vegetal. No grupo, as principais valorizações foram as da laranja para indústria (24,51%) e da laranja para mesa (11,67%). O grupo de produtos de origem animal, formado por seis itens, caiu (0,52%) pela 4ª quadrissemana seguida. Houve quedas para as carnes bovina (3,86%) e suína (3,08%) e para os leites B (7%) e C (5,15%). Carne de frango e ovos subiram.