Commodities Agrícolas

30/12/2009

Commodities Agrícolas


Ajustes de posições. Os preços do café voltaram a recuar na terça-feira na bolsa de Nova York, sob a pressão de um moderado movimento de vendas especulativas, segundo a agência Dow Jones Newswires. Com os ajustes de posições, os contratos com vencimento em maio caíram 55 pontos, para US$ 1,3815 por libra-peso. Segundo analistas, a previsão para 2010 ainda é de alta, que deve perdurar até a primavera de 2011. "As cotações do café arábica devem cair apenas com a primeira colheita da Colômbia, em 2011, quando as vendas do país devem aumentar para níveis entre 15 milhões e 16 milhões de toneladas, ante os atuais 12 milhões de toneladas", disse Carlo Vergnano, presidente da Caffe Vergnano SpA. O mercado interno acompanhou a queda externa e a saca de 60 quilos fechou em R$ 272,51, recuo de 0,26%, segundo o indicador Cepea/Esalq.
 
Frio na Flórida. As baixas temperaturas em regiões produtoras de laranja da Flórida voltaram a motivar a valorização do suco na terça-feira na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em janeiro encerraram a sessão negociados a US$ 1,3745 por libra-peso, ganho de 205 pontos sobre a véspera, ao passo que os papéis para entrega em março subiram 225 pontos e alcançaram US$ 1,4065. As perspectivas de que o Estado americano que reúne o segundo maior parque citrícola do planeta terá uma safra magra de laranja segue a oferecer suporte aos preços da commodity, segundo traders ouvidos pela Dow Jones Newswires. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu, em média, por R$ 7,02 no mercado spot, segundo levantamento do Cepea/Esalq.
 
Retorno dos fundos. Os contratos futuros de soja subiram na terça-feira na bolsa de Chicago com a especulação de que os fundos vão voltar a comprar esses papéis após janeiro, provocando uma alta dos preços, segundo informações da Bloomberg. Esse apetite está fundamentado na retomada da economia global e, consequentemente, da demanda por commodities. Apimentaram as discussões dados da economia americana que mostram aumento da confiança do consumidor e alta nos preços das residências americanas em outubro. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 10,47 por bushel, alta de 9 centavos. No mercado interno, o movimento foi inverso. A saca de 60 quilos fechou o dia em Paranaguá (PR) cotada em R$ 42,56, recuo de 0,42%, segundo o indicador do Cepea/Esalq.
 
Realização de lucros. Movimentos de realização de lucros após a forte valorização de segunda-feira derrubaram as cotações do trigo na terça nas bolsas americanas, conforme análise da agência Dow Jones Newswires. Em Chicago, o bushel do cereal para entrega em maio encerrou o pregão a US$ 5,5450, queda de 9,50 centavos de dólar; em Kansas, onde os traders estão particularmente de olho no comportamento climático nos EUA referência importante para os importadores brasileiros, o mesmo vencimento caiu 8 centavos de dólar, para US$ 5,4975 por bushel. No Paraná, a saca de 60 quilos do produto permaneceu estável em R$ 23,96, de acordo com levantamento realizado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.