Seagri e Conab discutem alternativas para o sisal da Bahia

29/01/2010

Seagri e Conab discutem alternativas para o sisal da Bahia

 

 

Pela primeira vez na história da agricultura baiana, representantes de todos os elos da cadeia produtiva do sisal vão se reunir para discutir os problemas do setor, desde a plantação até a comercialização, identificar os principais gargalos da cadeia e encontrar as soluções de curto, médio e longo prazos. Promovido pela Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária, Seagri, em parceira com a Companhia Nacional de Abastecimento, Conab, o encontro acontece no dia 3 de fevereiro, às 14 horas, no auditório da Seagri, no Centro Administrativo da Bahia. Participarão do evento o secretário Roberto Muniz, a superintendente da Conab para Bahia e Sergipe, Rose Pondé, prefeitos e secretários da agricultura dos municípios das regiões produtoras de sisal, produtores, sindicatos e associações de agricultores. Uma dos resultados práticos deste encontro será a organização da Câmara Setorial do Sisal, instância que vai continuar as discussões e acompanhar a execução das medidas que forem acordadas no evento.

Durante o encontro a Conab apresentará os normativos para implantação do Prêmio para o Escoamento do Produto – PEP, instrumento da Política de Garantia de Preço Mínimo que consiste em subvenção econômica concedida àqueles que se disponham a adquirir o produto diretamente do produtor rural e ou de sua cooperativa, pelo preço mínimo decretado pelo governo federal.

Para o secretário da agricultura, Roberto Muniz, a importância da cultura está na adaptação ao semi- árido, apresentando-se como excelente alternativa econômica para a região inserida nesse bioma. “Outra característica da cultura é que possui baixo impacto ambiental, além de ser uma cobertura  permanente em ambiente semi-árido. Da planta do sisal dependem as comunidades rurais de produtores familiares dessas regiões, limitados pelas condições do clima, que dificultam outras alternativas de exploração econômica”, declarou. Muniz ainda avalia a relevância da proposição de novas ações com o objetivo de aumentar a competitividade do produto beneficiado, com melhor aproveitamento da produção e dos seus sub-produtos e finalmente, da melhoria da qualidade das fibras. 

A capacidade de gerar empregos no setor abre mercado de trabalho, atualmente, para cerca de 700 mil pessoas, desde o cultivo até a industrialização, favorecendo assim a fixação do homem no campo. As atividades desenvolvidas com a cultura do sisal promovem uma elevada ocupação de mão-de-obra por hectare, atingindo 0,3 EHA/ha (Equivalente- Homens- Ano por hectare), índice este, superior aqueles produzidos por importantes culturas exploradas neste ecossistema, tais como a mamona, o feijão e o milho. A cultura pode ser também consorciada com outras espécies e até criatórios, além de possuir uma colheita quase que permanente. Da cadeia produtiva do sisal na Bahia, fazem parte 35 mil pequenas propriedades de agricultores familiares.

Os territórios baianos de identidade que produzem fibras de sisal como uma de suas principais atividades econômicas são Piemonte Norte do Itapicuru, Piemonte da Diamantina, Chapada Diamantina e Sisal e, em menor quantidade de área plantada, Vale do Jequiriçá, Sertão São Francisco, Bacia do Jacuípe, Semi-Árido Nordeste II, Piemonte do Paraguaçu e Irecê. Registra-se no estado da Bahia uma área plantada de 277 mil hectares, em 70 municípios, segundo o IBGE, dos quais, 175 mil hectares em áreas de agricultores familiares. 


Fonte:
Ascom/Seagri
Ana Paula Loiola – Josalto Alves
Tel.: (71) 3115-2767/2737

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