Commodities Agrícolas
Queda do dólar.
O enfraquecimento do dólar no mercado internacional deu um impulso para os preços do café na bolsa de Nova York. Os contratos para maio subiram 250 pontos no pregão de ontem e terminaram o dia valendo 136,95 centavos de dólar por libra-peso. Segundo analistas consultados pela Dow Jones Newswires, o mercado ainda se recupera das perdas da semana passada e foi beneficiado pelo enfraquecimento da moeda americana. Além disso, os analistas ressaltaram que os fundamentos do mercado físico oferecem suporte aos preços, mesmo com uma expectativa de boa colheita para a safra brasileira. No mercado interno, os preços foram no sentido oposto a Nova York e caíram. O indicador Cepea/Esalq fechou o dia a R$ 279,26 por saca, queda de 0,62%.
Previsão de perdas.
O suco de laranja teve a maior valorização ontem em quatro sessões no mercado futuro dos EUA com a renovação da estimativa de que os 13 dias de intenso frio no último mês causaram sérios danos aos pomares de laranja da Flórida, o maior produtor da fruta depois do Brasil. Os papéis da commodity com vencimento em maio encerraram o pregão na bolsa de Nova York em 142,35 centavos de dólar por libra-peso, alta de 150 pontos. Com os danos causados pelo frio, a fruta pode se desenvolver com menos suco do que o normal. Além disso, as árvores podem ter uma menor quantidade de frutas, disseram analistas à Bloomberg. No mercado interno, a laranja manteve a valorização de 1,74% nos últimos cinco dias e fechou a R$ 8,87 a caixa, segundo o indicador do Cepea/Esalq.
Demanda em alta.
As cotações de soja subiram ontem na bolsa de Chicago com a especulação de que os ganhos com petróleo sinalizam aumento da demanda por comida, ração e combustível à base de grãos. Os contratos com vencimento em maio fecharam em US$ 9,3650 por bushel, valorização de 15,75 centavos de dólar. Segundo a Bloomberg, a receita da Archer Daniels Midland Co. (ADM), a maior processadora mundial de grãos, caiu menos do que os analistas esperaram com o aumento da demanda. Além disso, deram sustentação à soja a avaliação do mercado de que o enfraquecimento do dólar vai levar investidores a comprarem matérias-primas. Por conta do início da colheita no Brasil, o indicador Cepea/Esalq aponta um recuo de 0,72% na cotação da saca do grão, que fechou ontem em R$ 36,10.
Compras de fundos.
O mercado futuro de trigo manteve a trajetória de alta e fechou com valorização pelo segundo dia consecutivo na semana nos EUA. Depois das fortes quedas registradas na bolsa de Chicago desde meados de janeiro, fundos aproveitaram os baixos valores do cereal para recompor suas posições comprada, segundo a Dow Jones Newswires. As cotações do grão recuaram bastante, desde que o USDA revisou para cima sua expectativa de produção e estoques em janeiro. Ontem, os contratos para maio fecharam o pregão de Chicago a US$ 5,015 por bushel, alta de 12 centavos de dólar. Já em Kansas, os vencimentos de maio subiram 11,50 centavos para US$ 5,11 por bushel. No mercado interno, a saca foi negociada ontem a R$ 23,87 no Paraná, alta de 0,46%, segundo o Deral.