Commodities Agrícolas

04/02/2010

Commodities Agrícolas

 

 

Comprador resiste.

Os futuros de açúcar tiveram a maior queda em uma semana ontem em Nova York com a especulação de que os compradores terão relutância em pagar os elevados preços que a commodity vem atingindo. Os papéis com vencimento em maio fecharam a 27,66 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 72 pontos. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, alguns consumidores finais estão começando a comprar menos diante dos elevados preços. O Egito postergou o plano de comprar 50 mil toneladas de açúcar bruto por causa das cotações históricas. Os preços do açúcar mais do que dobraram no ano passado com a queda da produção na Índia e no Brasil. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal fechou o dia em leve alta de 0,43%, a R$ 72,45.

Oferta gorda.

O aumento da oferta global de soja após a boa colheita no Hemisfério Norte e as perspectivas de safras gordas também na América do Sul continua a pressionar as cotações do grão na bolsa de Chicago. Ontem, os contratos com vencimento em março encerraram a sessão negociados a US$ 9,08 por bushel, queda de 17,50 centavos de dólar em relação à véspera - mesma retração dos papéis para entrega em maio, que fecharam a US$ 9,19. A valorização do dólar diante de outras moedas colaborou para atiçar o ímpeto vendedor dos fundos de investimentos, relatou a Dow Jones Newswires. Em Rondonópolis (MT), a saca de 60 quilos do grão saiu entre R$ 28,40 (oferta de compra) e R$ 30,40 (oferta de venda), segundo o Instituto Mato-gorssense de Economia Agropecuária (Imea).
 
Vendas especulativas.

As pressões geradas pelo fortalecimento do dólar no mercado internacional e pela retração dos preços do barril do petróleo foram os principais motivos apontados por analistas para justificar a primeira queda do milho na semana em Chicago. Os contratos com vencimento em maio fecharam o pregão de ontem a US$ 3,645 por bushel, uma retração de 11,75 centavos de dólar em relação ao dia anterior. Segundo a Dow Jones Newswires, fundos decidiram realizar lucros acumulados nos dois primeiros pregões da semana e também liquidar posições compradas baseados no momento de baixa que apontam as análises técnicas. No mercado interno, os preços do milho subiram 0,2%, cotados a R$ 14,76 por saca no Paraná, segundo dados do Deral.

Sem sustentação.

As cotações do trigo caíram para o menor preço desde outubro nas bolsas americanas com a especulação de que o fortalecimento do dólar irá fazer recuar o apelo de investimento em grãos nos Estados Unidos, como uma proteção contra a inflação. Os contratos do cereal com vencimento em maio fecharam o pregão de ontem na bolsa de Chicago em US$ 4,8350 o bushel, recuo de 18 centavos de dólar. O dólar valorizou-se mais de 0,5% ontem ante a cesta das maiores moedas, o primeiro avanço desta semana. A moeda americana subiu mais de 1,9% em 2010, enquanto o trigo caiu 13% no mesmo período, segundo a Bloomberg. No Paraná, a saca de 60 quilos do trigo fechou estável em R$ 23,78, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.

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