Commodities Agrícolas
Na contramão do dólar.
A forte alta do dólar no mercado internacional reforçou o sentimento de baixa em relação aos negócios com açúcar na bolsa de Nova York. Analistas disseram que a valorização da moeda americana deixou os preços das commodities mais caras, levando a mais um dia de queda, segundo a Dow Jones Newswires. Os contratos com entrega em maio perderam na última sexta-feira 138 pontos e fecharam a semana valendo 25,37 centavos de dólar por libra-peso. Nem mesmo o quarto corte feito pela Associação Nacional dos Produtores de Cana do México para a produção do país na safra 2009/10 foi suficiente para dar sustentação ao mercado. No Brasil, em contrapartida, os preços subiram. O indicador Cepea/Esalq fechou a sexta-feira a R$ 72,48 por saca, alta de 0,44%.
Terceira queda seguida.
O café fechou em baixa pelo terceiro dia consecutivo na sexta-feira em Nova York. Os contratos para maio encerraram a sexta-feira a 130,70 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 270 pontos. Analistas disseram que a retração não foi ligada a nenhum novo fundamento do mercado, mas sim às vendas especulativas de fundos. O fortalecimento do dólar no mercado internacional deixa o produto mais caro em outras moedas, segundo a Dow Jones Newswires. Um relatório do Goldman Sachs diz que os fundamentos são de alta e que a produção no Brasil pode ser menor este ano por contas das chuvas que atingem a região Sudeste do país. No mercado interno, o Escritório Carvalhaes apontou para preços médios de R$ 274,25 por saca, alta de 0,09%.
Vendas especulativas.
A fuga de investidores dos mercados de commodities para alocar mais recursos em aplicações vinculadas ao dólar americano derrubou os preços do suco de laranja negociado na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio recuaram 330 pontos e fecharam os negócios de sexta-feira a 137,45 centavos de dólar por libra-peso. O relatório sobre o nível de desemprego nos Estados Unidos e as preocupações sobre a dívida soberana europeia pressionaram todos os mercados de commodities. Nem mesmo as preocupações sobre o clima frio na Flórida foram suficientes para evitar a queda no suco, segundo a Dow Jones Newswires. No Brasil, o preço médio dos últimos cinco dias ficou em R$ 9,24 por caixa de 40,8 quilos, alta de 1,2%, segundo levantamento do Cepea.
Pressões externas.
Os preços do algodão fecharam em queda pelo segundo dia consecutivo na bolsa de Nova York. Os contratos para maio terminaram o último pregão da semana passada a 68,23 centavos de dólar por libra-peso, queda de 227 pontos em relação ao dia anterior. Esse é o nível mais baixo registrado desde outubro do ano passado. A queda foi atribuída a pressões oriundas do mercado de ações americano e também do petróleo, que voltou a cair em Nova York, segundo a Dow Jones Newswires. Analistas disseram que a aversão ao risco dos investidores ainda se mantém, retirando recursos das commodities e migrando o capital para investimentos mais seguros, como o dólar. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq terminou a sexta-feira a 142,80 centavos de real por libra-peso, alta de 0,18%.