Commodities Agrícolas

23/02/2010

Commodities Agrícolas
 

 

Recuperação de preços.

Depois de três quedas consecutivas, os preços da soja voltaram a subir na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em maio terminaram o primeiro pregão da semana cotados a US$ 9,690 por bushel, valorização de 14,50 centavos de dólar em comparação ao fechamento anterior. Além de fatores técnicos que incentivaram a retomada das compras, analistas demonstraram preocupações em relação à safra na América do Sul, segundo a Dow Jones Newswires. Na Argentina, o temor é de que as fortes chuvas prejudiquem a qualidade do grão, enquanto no Brasil existe uma expectativa de atraso na colheita em algumas regiões. No mercado interno, os preços da soja em Rondonópolis fecharam o dia a R$ 28,80 por saca, alta de 1,1%, segundo o Imea.

Efeito biocombustível.

As cotações do milho na bolsa de Chicago tiveram ontem a maior alta em cinco semanas diante do apelo de que os biocombustíveis podem aumentar a demanda pelos grãos. Os papéis com vencimento em maio fecharam em US$ 3,8275 o bushel, alta de 11 centavos. Os preços da gasolina nos Estados Unidos subiram fortemente ontem sinalizando maior demanda por etanol feito de milho e biodiesel feito de soja. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, o mesmo mercado de energia que está puxando os grãos, também pode trazer a baixa desses preços. No mercado interno, o dia foi de leve queda. A saca de 60 quilos do milho fechou em R$ 18, recuo de 0,53%, segundo o indicador de preços do Cepea/Esalq. A desvalorização, segundo pesquisadores do Cepea, deve-se a uma maior oferta do cereal.

Especulações futuras.

Os contratos de trigo na bolsa de Chicago fecharam o dia de ontem em alta impulsionados pelas especulações de que as apostas de queda dos preços no futuro podem não se confirmar. Os papéis com vencimento em maio encerraram o pregão em US$ 5,1525 o bushel na bolsa de Chicago, alta de 11,25 centavos. Na bolsa de Kansas, o bushel da commodity fechou em US$ 5,195, alta de 10,25 centavos. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, os fundos estão apostando no curto prazo em trigo, milho e soja. Somente neste ano, o trigo caiu 4,8% com a perspectiva de aumento dos estoques mundiais. No mercado interno, a saca de 60 quilos encerrou o dia sem grandes oscilações, na casa dos R$ 24 no Paraná, segundo o Departamento de Economia Rural, órgão pertencente à secretaria de Agricultura do Estado.

Disparada em SP.

O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado -, registrou variação positiva de 5,43% na segunda quadrissemana de fevereiro. Foi a quinta alta seguida do indicador, e o maior salto desde maio de 2008. O ganho médio apurado foi novamente sustentada pelo comportamento das cotações no grupo de 13 produtos de origem vegetal. Este subiu expressivos 7,17% no período, com destaque para os novos ganhos da laranja para mesa (57,64%) e laranja para indústria (22,96%), influenciados pelo maior consumo com as altas temperaturas no Estado. O grupo de produtos de origem animal, formado por seis itens, subiu 1,11 % na média ponderada.

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