Commodities Agrícolas

26/02/2010

Commodities Agrícolas

 


Vendas de fundos.

A valorização do dólar no mercado internacional deflagrou um movimento de vendas de fundos de investimentos e determinou a queda das cotações do café na quinta-feira na bolsa de Nova York. Conforme relato da agência Dow Jones Newswires, os contratos com vencimento em março encerraram o pregão negociados a US$ 1,2770 por libra-peso, queda de 275 pontos, ao passo que os papéis para entrega em maio recuaram 305 pontos, para US$ 1,2980. Mas os baixos estoques globais do produto seguem a oferecer sustentação às cotações do ponto de vista dos fundamentos de oferta e demanda. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do café arábica caiu 1,83%, para R$ 273,96. No mês, a queda acumulada chega a 2,39%.

Oferta apertada.

O mercado futuro de algodão fechou em alta na quinta-feira na bolsa de Nova York sustentado pela oferta apertada num quadro de demanda contínua, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. O contrato para maio subiu 201 pontos a 81,17 centavos de dólar por libra-peso. De acordo com a Bloomberg, a alta nas exportações dos EUA, que indica maior demanda, também contribuíram para a valorização. Os embarques do país nas quatro semanas encerradas em 18 de fevereiro subiram 23% em relação ao mesmo período um ano antes. Enquanto a demanda cresce, a produção de algodão da China caiu 15% em 2009, para 6,4 milhões de toneladas, segundo o Escritório de Estatísticas Nacionais. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso do algodão em pluma subiu 0,03%, para R$ 1,4258.

Queda em Chicago.

Os movimentos dos fundos de investimentos preocupados com a crise europeia derrubaram as cotações da soja na quinta-feira na bolsa de Chicago. Os contratos para entrega em março fecharam a US$ 9,4150 por bushel, baixa de 14 centavos de dólar, ao passo que os futuros para maio caíram 13 centavos de dólar, para US$ 9,63. Segundo a Dow Jones Newswires, é o mais baixo patamar de negociações em uma semana. Traders mostraram-se decepcionados com estatísticas que apontaram demanda fraca por soja dos Estados Unidos, tanto para exportação quanto para esmagamento no país. Em Rondonópolis (MT), a saca de 60 quilos do grão saiu entre R$ 29 (oferta de compra) e R$ 31 (venda), conforme o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
 
Conjuntura negativa.

Os preços do trigo foram alvo das mesmas influências financeiras observadas nos mercados de soja e milho e também encerraram a quinta-feira em queda na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em maio fecharam a US$ 5,0375 por bushel, queda de 10 centavos de dólar. Na bolsa de Kansas, referência importante para as importações brasileiras, o mesmo vencimento recuou 8,50 centavos, para US$ 5,0750. Na equação dos fundamentos de oferta e demanda do mercado, os elevados estoques globais ainda exercem pressão sobre o direcionamento das cotações, segundo a Dow Jones Newswires. No Paraná, a saca de 60 quilos do cereal permaneceu em R$ 24,05, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.

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