Commodities agrícolas
Ajuda do petróleo.
Os preços futuros do café fecharam em alta pelo segundo dia consecutivo ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio terminaram o pregão cotados a 132,30 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 55 pontos. A valorização de ontem foi atribuída ao enfraquecimento do dólar no mercado internacional e ao suporte oferecido por outras commodities, como os metais e o petróleo, segundo a Dow Jones Newswires. Apesar da alta, o mercado está atento ao aumento da produção no Brasil, que pode pressionar os preços, mesmo diante da expectativa de que a oferta seja inferior à demanda neste ano. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq fechou o dia valendo R$ 277,19 por saca, queda de 0,07% no dia.
Oferta maior.
Os preços futuros do cacau em Nova York fecharam o pregão de ontem em queda novamente. Os contratos com vencimento em maio terminaram a terça-feira a US$ 2.829 por tonelada, retração de US$ 33,00. O motivo para a queda são os sinais vindos da Costa do Marfim, maior produtor mundial, que pode aumentar sua oferta da amêndoa neste ano, fato já dado como certo pelo mercado, segundo a Bloomberg. Entre 1º de outubro do ano passado e 21 de fevereiro deste ano a entrega de cacau nos portos daquele país somaram 845.159 toneladas, 2,6% a mais do que as 823.379 toneladas do ano anterior. No Brasil, os preços também recuaram. Em Ilhéus, o preço médio da arroba ficou em R$ 82,50, queda de 0,96%, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
De novo, a Flórida.
As cotações futuras do suco de laranja na bolsa de Nova York tiveram mais um dia de alta. A valorização de segunda-feira gerou reflexos no pregão de ontem e fez com que os contratos com vencimento em maio terminassem o dia a 148,85 centavos de dólar por libra-peso, alta de 90 pontos. Analistas consultados pela Dow Jones Newswires disseram que o mercado trabalha com a possibilidade de o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduzir ainda mais sua previsão para a produção de laranja na Flórida. O motivo para o novo ajuste seria o forte frio que atingiu o segundo maior produtor do mundo, atrás apenas do Brasil. No mercado interno, a caixa foi cotada ontem a R$ 9,52, queda de 1,14% na média dos últimos cinco dias, segundo o Cepea.
Realização de lucros.
Os preços do algodão na bolsa de Nova York registraram ontem a maior queda em um mês, depois de as cotações terem atingido o maior patamar em dois anos. Os contratos com vencimento em maio fecharam o pregão a 81,85 centavos de dólar por libra-peso, queda de 144 pontos em comparação com o dia anterior. Analistas disseram que os preços subiram rápido demais, o que acabou afastando o interesse de compra de investidores e da indústria têxtil, segundo a Bloomberg. As cotações da pluma subiram quase 97% em 2009, diante da possibilidade de o clima ter prejudicado as lavouras dos EUA, maior exportador mundial. No mercado interno, a arroba foi negociada ontem a R$ 44,70 em Rondonópolis, alta de 0,22%, segundo o Imea.