Commodities agrícolas

03/03/2010

Commodities agrícolas


Ajuda do petróleo.

Os preços futuros do café fecharam em alta pelo segundo dia consecutivo ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio terminaram o pregão cotados a 132,30 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 55 pontos. A valorização de ontem foi atribuída ao enfraquecimento do dólar no mercado internacional e ao suporte oferecido por outras commodities, como os metais e o petróleo, segundo a Dow Jones Newswires. Apesar da alta, o mercado está atento ao aumento da produção no Brasil, que pode pressionar os preços, mesmo diante da expectativa de que a oferta seja inferior à demanda neste ano. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq fechou o dia valendo R$ 277,19 por saca, queda de 0,07% no dia.
 
Oferta maior.

Os preços futuros do cacau em Nova York fecharam o pregão de ontem em queda novamente. Os contratos com vencimento em maio terminaram a terça-feira a US$ 2.829 por tonelada, retração de US$ 33,00. O motivo para a queda são os sinais vindos da Costa do Marfim, maior produtor mundial, que pode aumentar sua oferta da amêndoa neste ano, fato já dado como certo pelo mercado, segundo a Bloomberg. Entre 1º de outubro do ano passado e 21 de fevereiro deste ano a entrega de cacau nos portos daquele país somaram 845.159 toneladas, 2,6% a mais do que as 823.379 toneladas do ano anterior. No Brasil, os preços também recuaram. Em Ilhéus, o preço médio da arroba ficou em R$ 82,50, queda de 0,96%, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

De novo, a Flórida.

As cotações futuras do suco de laranja na bolsa de Nova York tiveram mais um dia de alta. A valorização de segunda-feira gerou reflexos no pregão de ontem e fez com que os contratos com vencimento em maio terminassem o dia a 148,85 centavos de dólar por libra-peso, alta de 90 pontos. Analistas consultados pela Dow Jones Newswires disseram que o mercado trabalha com a possibilidade de o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduzir ainda mais sua previsão para a produção de laranja na Flórida. O motivo para o novo ajuste seria o forte frio que atingiu o segundo maior produtor do mundo, atrás apenas do Brasil. No mercado interno, a caixa foi cotada ontem a R$ 9,52, queda de 1,14% na média dos últimos cinco dias, segundo o Cepea.

Realização de lucros.

Os preços do algodão na bolsa de Nova York registraram ontem a maior queda em um mês, depois de as cotações terem atingido o maior patamar em dois anos. Os contratos com vencimento em maio fecharam o pregão a 81,85 centavos de dólar por libra-peso, queda de 144 pontos em comparação com o dia anterior. Analistas disseram que os preços subiram rápido demais, o que acabou afastando o interesse de compra de investidores e da indústria têxtil, segundo a Bloomberg. As cotações da pluma subiram quase 97% em 2009, diante da possibilidade de o clima ter prejudicado as lavouras dos EUA, maior exportador mundial. No mercado interno, a arroba foi negociada ontem a R$ 44,70 em Rondonópolis, alta de 0,22%, segundo o Imea.

Galeria: