Commodities Agrícolas

04/03/2010

Commodities Agrícolas

 

Oferta crescente.

A tendência de elevação da oferta com o início da nova safra brasileira continua a exercer pressão sobre as cotações internacionais do açúcar, que ontem caíram ao menor patamar em quase três meses na bolsa de Nova York. As vendas especulativas deflagradas por essa perspectiva de curto prazo motivaram uma queda de 59 pontos dos contratos com vencimento em maio, que fecharam a 22,05 centavos de dólar por libra-peso. Já os papéis para entrega em outubro encerraram a sessão a 19,54 centavos de dólar, baixa de 54 pontos. Ainda assim, trata-se de um nível de preços muito superior à média histórica. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal negociado em São Paulo caiu 0,25%, para R$ 72,31.

Demanda aquecida.

Uma lufada de otimismo em relação ao comportamento da demanda mundial motivou compras especulativas e garantiu a expressiva valorização das cotações do algodão ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em março fecharam a 83,19 centavos de dólar por libra-peso, alta de 129 pontos, enquanto maio subiu 112 pontos, para 82,97 centavos de dólar, e dezembro registraram salto de 97 pontos, para 75,07 centavos de dólar. Traders consultados pela agência Dow Jones Newswires realçaram que a expectativa é de queda da oferta global este ano, por isso o efeito amplificado dos sinais de aumento da demanda. Em Rondonópolis (MT), a arroba saiu por R$ 44,80, segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Na contramão do dólar.

A queda do dólar no mercado internacional e a expectativa de problemas climáticos para o plantio de variedades precoces nos Estados Unidos determinaram a alta das cotações do milho ontem na bolsa de Chicago, segundo a agência Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em março subiram 5,25 centavos de dólar, para US$ 3,7575 por bushel, ao passo que maio fechou a US$ 3,8675, ganho também de 5,25 centavos. Traders já estão à espera do próximo relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) sobre oferta e demanda de grãos no país e no mundo, que será divulgado no dia 10. No Paraná, a saca de 60 quilos subiu 0,14% e alcançou R$ 14,20, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.
 
Primeira alta.

Os preços do trigo tiveram ontem a primeira alta da semana na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em maio terminaram o pregão cotados a US$ 5,157 por bushel, valorização de 11,25 centavos de dólar em relação ao dia anterior. Já na bolsa de Kansas, a alta nos preços foi de 9,50 centavos de dólar, que fizeram as entregas para maio serem cotadas a US$ 5,180 por bushel. Analistas atribuíram a forte alta de ontem ao suporte oferecido por outros mercados e também à queda do dólar, segundo a Dow Jones Newswires. A desvalorização da moeda americana trouxe ao mercado a percepção de que os investidores estão dispostos a aumentar o apetite ao risco das commodities agrícolas. No Paraná, a saca foi negociada ontem a R$ 24,02, queda de 0,12%, segundo o Deral.

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