Preços acumulam alta de 22% em NY

09/03/2010

Preços acumulam alta de 22% em NY

 

Os preços do café no mercado internacional estão tentando acordar, depois de passar praticamente todo o mês de fevereiro sem maiores oscilações. Ontem, os contratos com vencimento em maio terminaram o dia com valorização de 70 pontos em Nova York, cotados a US$ 1,3110 por libra-peso.

O motivo para esse período relativamente tranquilo foi a influência das oscilações do dólar sobre praticamente todas as commodities. Muitos investidores fugiram para a moeda americana após os problemas econômicos da Grécia, retirando recursos do café e outros produtos. "Mesmo com a alta de ontem, os preços ainda estão no intervalo que vinham trabalhando. Até existe sinais de aumento da demanda por parte da indústria, mas elas estão preferindo consumir seus estoques. Mesmo assim, isso pode favorecer uma alta de preços nos curto prazo", afirma Rodrigo Costa, analista da corretora Newedge, de Nova York.

Apesar de não terem oscilado muito nas últimas semanas, as cotações do café estão em um patamar 22,3% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Mesmo com a pressão vendedora de fundos, o baixo nível dos estoques, o aumento da demanda e a redução da oferta mundial, mesmo com uma grande safra brasileira por vir, têm dado forte suporte aos preços, que também se reflete no mercado interno.

Dados do Centro de Estudos Avançadas em Economia Aplicada (Cepea) mostram que o preço médio da saca de café em fevereiro foi de R$ 278,45. Esse desempenho supera em 3,4% o resultado apresentado em fevereiro do ano passado, quando o preço médio medido pelo Cepea foi de R$ 269,34 por saca. (AI)
 

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