Central de Flores da Seagri atrai produtores baianos
Foto: Heckel Jr. / Imprensa Seagri
Atrair um número maior de produtores de flores para a Central de Comercialização de Flores, no bairro de Narandiba, em Salvador. Essa é a expectativa da Secretaria da Agricultura do Estado, que realizou no local, na manhã de hoje, um encontro com representantes de 30 municípios produtores de flores, além de floristas, decoradores e paisagistas. Além do secretário da Agricultura do Estado, Roberto Muniz, três prefeitos participaram do encontro: Antônio Carlos Paim (Amélia Rodrigues), Nelson Portela (Maracás) e Fernando Medrado (Mucugê). Além deles, secretários da Agricultura, como Edson Diniz (Santo Antônio de Jesus) e Eduardo Carneiro (Miguel Calmon).
De acordo com Roberto Muniz, a Seagri está em busca de parceiros para consolidar a feira de flores, que funciona às terças-feiras na Central, desde novembro do ano passado. “A Bahia é um Estado com importante potencial produtor. Precisamos de mais produtores na feira, além de uma quantidade maior de pessoas para visitá-la, conhecê-la. Contamos com o apoio de todas as prefeituras”, disse o secretário, que abriu o evento, aberto à população e seguido de um café-da-manhã.
Conforme o prefeito de Maracás, Nelson Portela, a iniciativa da Seagri vai ajudar o município a vender mais flores. Hoje 250 famílias da cidade tiram o seu sustento através da comercialização do produto. “Cada uma dessas famílias geram seis empregos. Se, por conta dessa feira, for criada uma cooperativa de flores como a Ceasa, organizada e estruturada, os produtores irão aumentar seus ganhos”, diz o prefeito.
Para o secretário da Agricultura de Santo Antônio de Jesus, Edson Diniz, o encontro de hoje deverá atrair mais produtores para a feira. “Nenhum produtor de nosso município trouxe até hoje os seus produtos para vender na feira. Vamos mudar essa realidade e, quem sabe, passar a comercializar novamente espécies como Angélica e Palma de Santa Rita”.
A feira vai atrair também produtores de municípios como Miguel Calmon. “Começamos a nos organizar para participar. Esse trabalho que o governo está fazendo estimula o hábito de se consumir flores, o que é muito positivo. Pode-se dizer que é uma ação social, cultural”, considerou Eduardo Carneiro, secretário da Agricultura de Miguel Calmon.
Novos negócios
Foto: Heckel Jr. / Imprensa Seagri
A ideia é que a Central de Flores, que funciona em um galpão no bairro de Narandiba, centralize, em um só espaço, produtores de diversos municípios do Estado e, dessa forma, se torne o principal centro de comercialização de flores da Bahia estimulando o aparecimento de novos negócios.
Na avaliação de Andrea Sherer, coordenadora do Projeto Flores da Bahia, hoje foi dado o primeiro grande passo para a consolidação da feira. “Quando estiver amplamente consolidada, a Central proporcionará o alinhamento efetivo da cadeia produtiva com a organização do setor, de modo a estruturar a comercialização dos produtos, tornando-os mais competitivos”, avalia a gestora.
A floricultura baiana está em franco desenvolvimento. Atualmente é responsável pelo abastecimento de 20% de flores subtropicais e 100% de flores tropicais do mercado consumidor do Estado, movimentando aproximadamente R$ 70 milhões/ano.
Fonte:
Rodrigo Vilas Bôas - DRT Ba 2368
Imprensa/Seagri
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