Central de Flores quer atrair produtores baianos

10/03/2010

Central de Flores quer atrair produtores baianos

 


Representantes de 30 municípios produtores de flores, além de floristas, decoradores e paisagistas se reuniram, ontem, com a Secretaria da Agricultura do Estado (Seagri), na Central de Comercialização de Flores, no bairro de Narandiba, em Salvador.

A intenção é buscar parceiros para consolidar a feira de flores, que funciona às terças-feiras na Central, desde novembro do ano passado.

"A Bahia é um estado com importante potencial produtor. Precisamos de mais produtores na feira, além de uma quantidade maior de pessoas para visitá-la, conhecê-la. Contamos com o apoio de todas as prefeituras", disse o secretário Roberto Muniz, que abriu o evento à população, seguido de um café-da-manhã.

O prefeito de Maracás, Nelson Portela, disse que a iniciativa vai ajudar o município a vender mais flores. Atualmente, 250 famílias da cidade tiram o seu sustento com a comercialização do produto. "Cada uma dessas famílias gera seis empregos. Se, por conta dessa feira, for criada uma cooperativa de flores como a Ceasa, organizada e estruturada, os produtores irão aumentar seus ganhos".

Novos negócios – A ideia é que a Central de Flores, que funciona em um galpão no bairro de Narandiba, centralize, em um só espaço, produtores de diversos municípios do estado e se torne o principal centro de comercialização de flores da Bahia, estimulando o aparecimento de novos negócios.

Na avaliação da coordenadora do Projeto Flores da Bahia, Andrea Sherer, o encontro deu o primeiro grande passo para a consolidação da feira. "Quando estiver amplamente consolidada, a Central proporcionará o alinhamento efetivo da cadeia produtiva com a organização do setor, de modo a estruturar a comercialização dos produtos, tornando-os mais competitivos."

A floricultura baiana está em franco desenvolvimento. Atualmente, é responsável pelo abastecimento de 20% de flores subtropicais e 100% de flores tropicais do mercado consumidor do estado, movimentando aproximadamente R$ 70 milhões/ano.

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