Projeto Hortas Educativa beneficia famílias de comunidades carentes

12/03/2010

Projeto Hortas Educativa beneficia famílias de comunidades carentes

 

Melhorar a qualidade de vida de comunidades carentes, promover a inclusão social e conscientizar sobre a importância de uma alimentação saudável à base de produtos orgânicos. Assim, a Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), através da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola S.A (EBDA), vem desenvolvendo o Projeto Hortas Educativa em escolas, hospitais e comunidades. Na Escola Municipal Zulmira Torres, em Nordeste de Amaralina, são 640 alunos beneficiados e no Hospital Irmã Dulce, são 120 jovens, sendo 22 portadores de deficiência. Além disso, o programa pretende beneficiar mais 480 famílias das comunidades circunvizinhas.

Os projetos sócio-educativos são formas de estimular a população mais carente, a partir da educação, a produzir e consumir, corretamente, alimentos saudáveis para o desenvolvimento do indivíduo. “A horta educativa funciona como uma unidade didática para as práticas complementares às aulas teóricas, com base no princípio da agricultura orgânica e desenvolvimento sustentável”, explicou Antônio Carneiro do Rosário, agrônomo da EBDA e coordenador do programa. Segundo Antônio Carneiro, a saúde depende de uma boa alimentação e também do consumo diário de alimentos com alto valor nutritivo, ricos em vitaminas e sais minerais, que podem ser encontrados em abundância nas hortaliças. Por sua vez, estas hortaliças estão disponíveis a qualquer pessoa interessada em plantá-las.

As ações de coordenação, execução e condução do projeto são planejadas com a participação de técnicos da EBDA, de alunos, de jovens, professores, direção das escolas e comunidades. “É um projeto fantástico porque as crianças estão aprendendo sobre educação ambiental, alimentar e os produtos ainda são utilizados para reforçar a alimentação na merenda escolar. Todas as escolas deveriam participar deste projeto que educa e humaniza os participantes”, enfatiza a vice-diretora da escola Zulmira Torres, Jaci Godoy.

Com palestras e aulas práticas, os técnicos da EBDA coordenam e treinam os participantes, inclusive nas práticas de horticultura orgânica. “Durante as aulas são trabalhados os valores sociais, manipulação de ferramentas, plantio, colheita, noções de comercialização, e conhecimentos técnicos para serem aplicados em seus próprios quintais, visando à melhoria da alimentação familiar”, afirma Antônio Carneiro. Durante as reuniões são abordados temas, como cidadania, associativismo, organização para a produção, educações alimentar e ambiental, técnicas de produção e forma de consumo dos alimentos.

Sobre a ampliação em outras unidades escolares, Antônio Carneiro destaca que “o projeto está sendo multiplicado por outras escolas municipais e estaduais, devido à boa divulgação pela mídia. Atualmente, as escolas que demonstram interesse visitam a unidade demonstrativa da Escola Zulmira Torres, e em caso de dúvidas, nos procuram”, informou o coordenador.

Projeto Hortas Educativas

Alface, coentro, cebolinha, couve, hortelã miúdo, quiabo, pimentão, salsa e abobrinha são as culturas selecionadas para plantio. As hortaliças são ricas em vitaminas e sais minerais, e podem ser colhidas a partir do primeiro mês.

Para o professor e responsável técnico, Jorge Oliveira, o projeto viabiliza também ações educativas e sociais. “Os jovens terão oportunidade de acesso a outras leituras complementares, além das que tratam propriamente de técnicas especificas de cultivos. Haverá momentos para leituras relacionadas a temas referentes à cidadania, como meio ambiente, família, reciclagem, ética, e inclusão”, enfatizou o professor.

Os beneficiários participam de todas as etapas: pesquisam preços, fazem as compras de parte do material (sementes, embalagens, e outros), e discutem quais as variedades de hortaliças a serem cultivadas. O produto final é utilizado para o consumo local, e o excedente é comercializado entre os próprios funcionários e também disponibilizado em feiras externas no próprio bairro. As atividades práticas servem como terapia ocupacional e como exercício de cidadania ensinando sobre a importância da preservação do meio ambiente.

Os técnicos da EBDA, durante o processo de capacitação, orientam sobre técnicas de ordenamento físico dos campos, analisam e fazem indicações de correção do solo. Além de hortaliças, o projeto trabalha na implantação e cultivo de áreas com ervas medicinais e plantas ornamentais, utilizando adubo orgânico, e o combate às pragas e doenças utilizando recursos bio-naturais.  “Tem sido gratificante compartilhar conhecimentos com um público constituído por jovens e adultos do meio urbano e, em particular, com os portadores de deficiência, pois vemos, na prática, o quanto é importante essa atividade como geradora de renda e de introdução dessas pessoas na sociedade”, concluiu Antônio Carneiro.

Fonte:
Assimp/EBDA,
Tel.: (71) 3116-1910/1803

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