Commodities Agrícolas

16/03/2010

Commodities Agrícolas


De volta às baixas.

O avanço do dólar afetou as cotações do açúcar ontem na bolsa de Nova York. O contrato para julho fechou em queda de 21 pontos a 18,66 centavos de dólar por libra-peso. Os preços do açúcar caíram 11% na semana passada. A queda também teve fundamento na perspectiva de aumento da safra no Brasil e na Índia, os dois maiores produtores da commodity. Em 2009, os preços do açúcar mais que dobraram e chegaram a alcançar a maior alta em 29 anos, quando atingiram 30,4 centavos em 1º de fevereiro. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, o açúcar deve se estabilizar entre 19 e 20 centavos antes de voltar a subir "rapidamente", pois somente uma adversidade climática extrema pode fazer o preço voltar aos recordes. No mercado interno, o Indicador Cepea para açúcar fechou em alta de 0,35% a R$ 69,48.

Realização de lucros.

Os preços do cacau na bolsa de Nova York encerraram o pregão de ontem em queda. Os contratos para maio terminaram o dia a US$ 2.866 por tonelada, baixa de de US$ 54. A falta de notícias impediu que as cotações mantivessem o ritmo de alta da última sexta-feira, segundo a Dow Jones Newswires. A valorização do dólar no mercado internacional também foi um motivo de pressão sobre as cotações do cacau. Do ponto de vista técnico, analistas disseram que as oscilações de ontem ficaram dentro das margens de sexta-feira, o que equivale a dizer que o mercado "revisou" o desempenho do pregão anterior. No Brasil, os preços subiram 0,5% e a arroba em Ilhéus (BA) terminou o dia cotada a R$ 82,00, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Recuperação dos preços.

Os preços da soja iniciaram a semana em alta na bolsa de Chicago. Os contratos para julho terminaram o pregão de ontem cotados a US$ 9,375 por bushel, valorização de 4 centavos de dólar em comparação aos negócios do dia anterior. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, os preços voltaram a reagir após a queda registrada no fim da semana passada. O mercado encontrou suporte nos dados de processamento dos Estados Unidos, que em fevereiro foi de 148,35 milhões de bushels. O volume do mês passado foi inferior aos 162,4 milhões de bushels esmagados em janeiro, porém, superior às expectativas dos analistas, que esperavam por um volume de 144,5 milhões. Em Rondonópolis (MT), a saca de soja foi negociada a R$ 27,30, alta de 1,1%, segundo o Imea.

Fortalecimento do dólar.

As cotações do trigo caíram ontem na bolsa de Chicago diante das especulações de que o fortalecimento do dólar irá reduzir a demanda pelo cereal americano. O contrato com vencimento em julho fechou em US$ 4,92 o bushel, recuo de 6 centavos. Na bolsa de Kansas, a retração foi semelhante, de 7 centavos, com o bushel encerrando o pregão em US$ 4,985. Segundo a Bloomberg, a especulação vem em um momento em que o clima favorece uma grande safra no Kansas, o maior produtor de trigo do país. Em torno de 60% da lavoura do Kansas foi classificada como bom ou excelente em 7 de março, acima dos 45% da mesma época do ano anterior, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. No mercado interno, a saca ficou estável em R$ 23,64 segundo o Deral.
 

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