Commodities Agrícolas
Piso em sete meses.
Os contratos futuros de açúcar recuaram ontem em Nova York para o nível mais baixo em sete meses. Os papéis para julho fecharam em 17,69 centavos de dólar por libra-peso, em uma forte retração de 97 pontos. Segundo a agência Bloomberg, os investidores continuaram a reduzir as apostas em preços altos. Também influenciaram a forte queda a previsão da empresa de meteorologia americana AccuWeather de que os meses de abril e maio tendem a ser mais secos no Centro-Sul do Brasil do que normalmente acontece. A condição favorece o cenário de uma supersafra no Brasil. No mercado interno, o início antecipado da nova safra de cana vem pressionando os preços do açúcar, que desde o começo de março já recuaram 4,4%, segundo o Indicador Cepea.
Recuperação técnica.
Os preços do café tiveram no pregão de ontem a primeira alta da semana na bolsa de Nova York. Os contratos para maio fecharam o dia a US$ 1,327 por libra-peso, valorização de 170 pontos. A forte alta foi atribuída a uma recuperação dos preços após a queda registrada na última segunda-feira. Aliado a esse fator, analistas disseram que as cotações reagiram à desvalorização do dólar no mercado internacional, segundo a Dow Jones Newswires. Mesmo com a expectativa de aumento da oferta no Brasil, o sentimento é de uma produção menor neste ano devido aos problemas enfrentados pelos produtores da Colômbia e América Central. No Brasil, o café tipo 4 estilo Santos foi cotado a R$ 273 por saca, alta de 1,1%, segundo o Escritório Carvalhaes.
Teto em uma semana.
Os preços do algodão atingiram o maior patamar em uma semana ontem em Nova York, sustentados pelo declínio do dólar. Os contratos para julho fecharam a 82,39 centavos de dólar a libra-peso, alta de 107 pontos. Segundo a agência Bloomberg, o dólar recuou 0,7% diante da cesta de outras seis moedas importantes. Também ajudaram a fortalecer os preços as previsões de que as inundações na Austrália, quinto maior país exportador de algodão do mundo, deve amargar queda de 10% na produção em uma de suas regiões mais importantes, no Estado de Queensland. Em Rondonópolis (MT), a arroba do produto fechou estável em R$ 46,50, segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea), órgão ligado à Famato.
Problemas logísticos.
As cotações futuras da soja voltaram a subir ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em julho fecharam o pregão de com ganhos de 15,25 centavos de dólar, cotados a US$ 9,527 por bushel. Alguns analistas consideram que o movimento de alta ainda é resultado de uma recuperação após os baixos preços da semana passada, segundo a Dow Jones Newswires. Outro fator que sustentou o mercado é a expectativa é de que a demanda pela soja americana volte a crescer, já que os exportadores do Brasil estão enfrentando atrasos nos portos. Outro fator de suporte foi a queda do dólar no mercado internacional, que impulsionou negócios com as commodities. Em Rondonópolis (MT), a saca foi negociada ontem a R$ 28,00, alta de 2,6%, segundo o Imea.