Commodities Agrícolas
Tombo em Nova York.
As cotações do suco de laranja registraram forte queda ontem na bolsa de Nova York, pressionadas por um movimento de venda liderado por fundos de investimentos, conforme a agência Dow Jones Newswires. Realizações de lucros após fortes valorizações recentes colaboraram para as vendas. Os contratos com vencimento em maio fecharam a US$ 1,4850 por libra-peso, em baixa de 190 pontos, enquanto os papéis para entrega em julho recuaram 180 pontos, para US$ 1,5090. Traders afirmaram que, ainda que os fundamentos sejam "altistas", o atual patamar de preços permite novas quedas. No Estado de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias saiu, em média, por R$ 10 no mercado spot, segundo pesquisa do Cepea/Esalq.
Cobertura de posições.
A desvalorização do dólar em relação a outras moedas no mercado internacional em um dia de poucas novidades relacionadas aos fundamentos do mercado incentivou um movimento de cobertura de posições que garantiu uma expressiva valorização da soja ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em maio encerraram a sessão negociados a US$ 9,59 opor bushel, ganho de 14 centavos de dólar em relação à véspera. Os futuros para julho também subiram 14 centavos e alcançaram US$ 9,6675. Em Rondonópolis (MT), as ofertas pela saca de 60 quilos do grão saiu entre R$ 28,40 (compra) e R$ 30,20 (venda), de acordo com levantamento realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Compra especulativa.
Compras especulativas, queda do dólar e fatores técnicos fizeram os contratos futuros de milho subir ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em julho tiveram ganho de 7,50 centavos de dólar a US$ 3,8525 por bushel. Os papéis com vencimento em maio subiram 7,25 centavos, para US$ 3,74 por bushel. De acordo com analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o suporte sólido a US$ 3,59 para maio estimulou compradores a voltarem ao mercado para testar a alta. Inundações nas planícies do norte e umidade excessiva no Meio-Oeste também levantaram preocupações em relação a possível atraso no plantio. O mercado aguarda também o relatório trimestral dos estoques do USDA. O indicador de preços ESALQ/BM&FBovespa ficou em R$ 18,64 a saca ontem, recuo no dia de 0,07%.
Recuperação técnica.
Os preços do trigo tiveram o segundo dia consecutivo de alta na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em julho terminaram o pregão de ontem cotados a US$ 5,087 por bushel, valorização de 9 centavos de dólar em comparação aos negócios do dia anterior. Já na bolsa de Kansas, os ganhos do dia foram de 7,25 centavos de dólar, com os contratos com vencimento em julho cotados a US$ 5,127 por bushel. Analistas disseram que o sentimento era de um mercado sobrevendido, o que fez com que os preços tivessem uma alta técnica, segundo a Dow Jones Newswires. Entre os fundamentos, o clima úmido nos EUA foi considerado um fator de suporte ao mercado. No Paraná, a saca de trigo foi cotado ontem a R$ 23,88, alta de 1,02%, segundo o Deral.