Commodities Agrícolas
Forte queda.
Vendas especulativas relacionadas ao dólar derrubaram os preços do café na última sexta-feira, na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio terminaram o último pregão da semana passada cotados a US$ 1,325 por libra-peso, queda de 305 pontos em relação ao dia anterior. Com a volta das preocupações em relação à Grécia, muitos investidores migraram os recursos das commodities para o dólar, o que acabou pressionando as cotações do café, segundo a Dow Jones Newswires. Além disso, a desvalorização dos preços do barril do petróleo foi outro motivo que contribuiu para a queda do café em Nova York. No Brasil, os preços do café tipo 4, estilo Santos, fecharam a sexta-feira estáveis a R$ 275 por saca, segundo o Escritório Carvalhaes.
Vendas especulativas.
A fuga dos investidores para o dólar foi considerada por analistas o principal motivo para a queda dos preços do cacau na bolsa de Nova York. No pregão da última sexta-feira, os contratos com vencimento em julho recuaram US$ 56 e terminaram o dia valendo US$ 2.861 por tonelada. Em meio à valorização do dólar, muitos traders ficaram satisfeitos com os lucros e decidiram vender suas posições para embolsar os ganhos antes do fim de semana, o que acabou pressionando ainda mais as cotações., segundo a Dow Jones Newswires. Entre os fundamentos, os analistas destacaram as entregas dos produtores da Costa do Marfim nos portos. Na última semana, foram entregues 7 mil toneladas, menos da metade do mesmo período do ano passado, quando o volume foi de 15,4 mil toneladas.
Volta da demanda.
As cotações do suco de laranja subiram na sexta-feira na bolsa de Nova York com especulações de que os preços mais baixos vão provocar retomada da demanda. Os contratos com vencimento em julho fecharam em 147,95 centavos de dólar a libra-peso, alta de 145 pontos. Entre segunda e quinta-feira da semana passada, os contratos de suco de laranja recuaram 5,1% por causa de um relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que, para surpresa do mercado, aumentou sua previsão para a safra de laranja na Flórida este ano, segundo a Bloomberg, para 131 milhões de caixas, alta em relação à previsão de fevereiro de 129 milhões de caixas. No mercado interno, a caixa da fruta fechou estável em R$ 10, segundo o Cepea/Esalq.
Avanço do dólar.
Os preços do milho recuaram na bolsa de Chicago na última sexta-feira, novamente diante da perspectiva de que a valorização da moeda americana possa reduzir a competitividade dos grãos americanos na exportação. Os papéis com vencimento em julho fecharam em US$ 3,8550 por bushel, queda de 1,50 centavo. A alta da moeda americana também reduz o apelo das commodities como alternativa de investimentos, o que ajudou a derrubar os preços. De acordo com a Bloomberg, o dólar subiu ante as seis principais moedas do mundo com a especulação de que a Grécia pode não conseguir assistência financeira da União Europeia. A saca de 60 quilos no mercado de Sorriso (SP) manteve-se estável em R$ 6,5, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola.