Commodities Agrícolas

23/03/2010

Commodities Agrícolas


 
Piso em oito meses.

A expectativa de aumento da oferta mundial e algumas incertezas em relação ao comportamento da demanda provocaram mais uma forte queda das cotações do açúcar ontem na bolsa de Nova York. Conforme relato da agência Dow Jones Newswires, os preços desceram ao menor patamar em oito meses e meio. Os contratos com vencimento em maio encerraram a sessão negociados a 17,84 centavos de dólar, queda de 80 pontos, enquanto os papéis para julho recuaram 69 pontos, para 17,62 centavos de dólar. No curto prazo, afirmaram traders nova-iorquinos, a pressão deverá continuar. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal no Estado de São Paulo (com impostos, sem frete) caiu 0,9%, para R$ 68,63.
 
Vendas especulativas.

Um movimento de vendas especulativas em um dia sem novidades relacionadas aos chamados fundamentos de oferta e demanda determinou a queda dos preços do suco de laranja na bolsa de Nova York. Os futuros para entrega em maio fecharam a US$ 1,4455 por libra-peso, baixa de 100 pontos, ao passo que os papéis para entrega em julho caíram 90 pontos, para US$ 1,4705. Um trader consultado pela agência Dow Jones Newswires realçou que o volume de negócios foi pequeno, e que a retração pode ser considerada uma consolidação à espera de fatos novos. No Estado de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu, em média, por R$ 10 no mercado spot, conforme levantamento do Cepea/Esalq.
 
Teto em um mês.

Movimentos financeiros de fundos de investimentos com apostas também em outros mercados provocaram a alta das cotações da soja ontem na bolsa de Chicago. Segundo a Dow Jones Newswires, com o salto os preços atingiram o maior valor em um mês. Os contratos para maio fecharam a US$ 9,6850 por bushel, ganho de 6,75 centavos de dólar, ao passo que julho subiu 7,25 centavos e alcançou US$ 9,7675. Traders afirmaram que é grande a expectativa em torno do primeiro relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) sobre as intenções de plantio no país na safra 2010/11, que será divulgado no dia 31. No Paraná, a saca de 60 quilos saiu, em média, por R$ 31,20, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.
 
Fundamentos baixistas.

A valorização do dólar e o horizonte de oferta relativamente confortável pressionaram as cotações do milho ontem na bolsa de Chicago, conforme a agência Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em maio encerraram o pregão a US$ 3,7075 por bushel, baixa de 3,75 centavos de dólar, enquanto os futuros para entrega em julho caíram 3,75 centavos de dólar, para US$ 3,8175. No curto prazo, novas pressões são esperadas, pelo menos até o primeiro relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) com as intenções de plantio de grãos no país na próxima safra (2010/11). No Paraná, a saca de 60 quilos do grão saiu, em média, por R$ 13,88, segundo levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.

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