Commodities Agrícolas
Oferta futura.
Os futuros de cacau caíram em Nova York também afetados pela valorização da moeda americana. Os papéis para julho fecharam em US$ 2,861 por tonelada, queda de US$ 58. A lógica do mercado é de que a alta do dólar retira a competitividade das commodities. De acordo com um analista ouvido pela Bloomberg, o cacau tem sido pressionado para baixo desde o início do ano por causa do substancial movimento de alta do dólar. Os preços também declinaram, segundo a agência, com preocupações de que a oferta pode subir, a partir de sinais de que a safra será boa na Costa do Marfim, o maior produtor mundial da commodity. No mercado interno, o cacau também recuou. A arroba foi negociada a R$ 82 em Ilhéus (BA), ante os R$ 84 do dia anterior, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Influência externa.
Os preços do suco de laranja tiveram a terceira baixa consecutiva na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho terminaram o pregão de ontem com queda de 45 pontos cotados a US$ 1,445 por libra-peso. A influência do dólar sobre o mercado também foi apontado por analistas consultados pela Dow Jones Newswires como o principal motivo para a retração. As preocupações em relação à Europa e dados econômicos nos EUA estáveis elevaram a demanda pela moeda americana, tirando força dos preços do suco em Nova York. Além disso, um relatório indicando desaceleração na venda de suco no atacado contribuiu para pressionar as cotações. No Brasil, a caixa de laranja foi cotada a R$ 10,04, alta de 0,10% na média de cinco dias, segundo o Cepea.
Área maior nos EUA.
A alta do dólar voltou a afetar as cotações do algodão que caíram ontem na bolsa da Nova York. Os contratos com vencimento em julho caíram 142 pontos em 82,26 centavos de dólar por libra-peso. Segundo a Bloomberg, foi a maior queda em quase duas semanas. O dólar teve a maior alta em dez meses contra a cesta com as seis maiores moedas, incluindo o Euro. De acordo com um analista ouvido pela Bloomberg, o principal motivo de enfraquecimento do algodão foi o dólar. O JPMorgan Chase & Co. divulgou relatório estimando um crescimento de 12% da área de algodão nos Estados Unidos, que ira para 10,2 milhões de acres (4,1 milhões de hectares). Ontem, a arroba da pluma foi cotada em R$ 47,8, leve alta em relação ao dia anterior, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea).
Pressão do dólar.
Os contratos futuros de soja fecharam em queda ontem na bolsa de Chicago, refletindo a alta do dólar que derrubou os preços das commodities internacionais. Os papéis com vencimento em julho caíram 8 centavos de dólar a US$ 9,675 por bushel. A crise em países europeus fez o dólar subir, o que, na ausência de novos fundamentos e aliado à pressão técnica, derrubou a soja, disseram analistas à Dow Jones Newswires. O dólar valorizado é baixista porque torna as commodities americanas menos competitivas e reduz o apetite dos investidores por risco. A percepção de que os preços nos EUA estavam elevados em comparação com os da América do Sul, por causa do avanço da colheita nessa região, também pressionou o mercado. O indicador Cepea/Esalq ficou em R$ 34,04 por saca, queda de 0,7%.