Programa de combate ao bicudo diminui incidência da praga no oeste baiano
O bicudo, besouro considerado a principal praga do algodoeiro, é um problema sob controle no oeste da Bahia. “No ano passado, tivemos muitos contratempos com o bicudo e esperávamos mais problemas para esta safra. Em razão dos trabalhos de prevenção realizados, a alta infestação prevista está mantida em um nível mais baixo do que o esperado”, conta o coordenador do Programa Bicudo, da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), José Lima.
Na safra 2008/2009, o excesso de chuvas prolongou o período de colheita, que se estendeu quase até o início do plantio, o que, somado à antecipação do período de chuvas da safra atual, possibilitou que o bicudo encontrasse farto alimento na curta entressafra. Além disso, sua alta capacidade de dispersão acabou levando a um alto nível de infestação na safra 2008/2009.
Desde a safra 2004/05, a Abapa declarou guerra à praga com a criação do Programa para Monitoramento e Controle do Bicudo do Algodoeiro, que conta com apoio da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Fundação Bahia e Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão (Fundeagro). O Programa Bicudo é formado por uma equipe de nove técnicos, que atendem todas as propriedades produtoras de algodão do oeste do estado durante todo o ano.
O bicudo eleva os custos de produção para o cotonicultor. “O problema está controlado, mas, se descuidar, pode voltar a qualquer momento”, diz Lima. Para aumentar o controle dessa praga, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), juntamente com suas filiadas, como a Abapa, está trabalhando na criação de um programa nacional de combate ao inseto.
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