Falta de armazéns para guardar a safra preocupa produtores baianos
Enquanto o setor agrícola comemora os bons resultados com a safra de grãos deste ano, ficam evidentes os problemas de infraestrutura com a armazenagem, especialmente de milho. Estimativa da Embrapa prevê que aproximadamente 20 milhões de toneladas do produto fiquem de fora dos armazéns e silos no Brasil em 2010. Na Bahia, o problema não é diferente: pelo menos 2,8 milhões toneladas não têm onde ser estocadas.
O presidente da Federação da Agricultura da Bahia, João Martins, acredita que na Bahia o problema seja um pouco mais grave que no Brasil. “Somos uma nova fronteira agrícola e, por isso, nossa infraestrutura ainda é muito deficitária”, reconhece. Dos 640 armazéns instalados no Estado, 11 são públicos, administrados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), sendo que nenhum deles está instalado no Oeste. “Há um projeto aprovado para a construção de uma unidade em Luis Eduardo Magalhães, mas esta obra nem começou”, informa o presidente da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Walter Orita.
Segundo a Conab, a Bahia tem capacidade de estocar 3,7 milhões de toneladas de produtos, sendo que deste total apenas 1,7 milhão podem ser estocados em armazéns específicos de grãos (graneleiros e silos). “Nos outros galpões, podem ser armazenados, além de grãos, qualquer outro material”, ironiza o coordenador de armazenagem da Conab, Ricardo Tomé.