Commodities Agrícolas

20/04/2010

Commodities Agrícolas


Retomada da demanda. Os futuros de açúcar subiram para o maior valor na bolsa de Nova York em três semanas diante de sinais de que os importadores podem aumentar sua compras após os preços terem caído e, portanto, estarem em níveis mais baixos. Os contratos para julho fecharam o pregão de ontem na bolsa americana em 17,05 centavos de dólar por libra-peso, alta de 87 pontos. A Trading Corp. do Paquistão comprou 75 mil toneladas de açúcar tipo branco da Cargill, de acordo com informações da agência estatal do Paquistão em 17 de abril. Analistas ouvidos pela Bloomberg acreditam que o retorno dos importadores indica que a commodity pode encontrar suporte nos atuais níveis de preço. No mercado interno, a saca de 50 quilos do açúcar cristal fechou em R$ 66,06, leve queda de 0,29%, segundo o Indicador Cepea/Esalq.
 
Aversão à risco. A especulação de que o caso Goldman Sachs pode reduzir a demanda por ativos de risco, como as commodities, fez a soja cair ontem na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em julho fecharam em US$ 9,8650 o bushel, queda de 8,5 centavos. De acordo com analistas ouvidos pela Bloomberg, há uma preocupação generalizada sobre o aumento da regulação no mercado, o que pode reduzir a participação de agentes em commodities. Antes da queda de ontem, as cotações da soja tinham subido por seis sessões com especulações de que a China poderia aumentar suas compras de grãos dos Estados Unidos. No mercado interno, a saca de 60 quilos do grão foi cotada a R$ 29,50 em Rondonópolis (MT), leve queda em relação R$ 29,80 de sexta-feira, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea/Famato).
 
Avanço no plantio. O clima favorável nas lavouras americanas derrubaram as cotações do milho na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em julho fecharam em US$ 3,5725 o bushel, desvalorização de 16,75 centavos. Foi a maior queda em três meses e teve como fundo a especulação de que o clima quente e seco desta semana irá acelerar o cultivo nos Estados Unidos. De acordo com analistas ouvidos pela Bloomberg, o clima está próximo do ideal para um recorde de tempo de plantio. Segundo o departamento americano de agricultura, até domingo 19% da área de milho tinham sido plantados, ante os 3% do dia 11 de abril. No mercado interno, a saca de 60 quilos do grão permanece estável em R$ 7 em Lucas do Rio Verde, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea/Famato).

Efeito Goldman Sachs. O trigo teve a maior queda em três meses na bolsa de Chicago com especulação de que a ação judicial do governo americano contra o grupo Goldman Sachs Inc. irá reduzir a demanda por ativos de maior risco, como as commodities. Os papéis com vencimento em julho fecharam em US$ 4,7950 o bushel, desvalorização de 23 centavos. Na bolsa de Kansas, o mesmo contrato fechou em US$ 4,9375 o bushel, recuo de 23,75 centavos. Os preços também caíram com a previsão de chuvas nas lavouras americanas de trigo, sobretudo em Kansas. No mercado interno, a saca do cereal no Paraná fechou o dia em R$ 23,36, praticamente estável em relação aos R$ 23,38 de sexta-feira, segundo o Departamento de Economia Rural, da secretaria de agricultura do Estado.

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