Commodities Agrícolas
Oferta escassa
Os preços do café iniciaram a semana com ganhos na bolsa de Nova York. Os contratos para julho terminaram o pregão de ontem cotados a US$ 1,3855 por libra-peso, alta de 325 pontos. Esse foi o quarto pregão consecutivo de alta e o patamar mais elevado em três semanas.. O mercado foi novamente pressionado pelo sentimento de escassez do produto, principalmente os grãos de qualidade superior, provenientes, principalmente de Brasil e Colômbia, segundo a Bloomberg. Segundo analistas, além da dificuldade de se encontrar cafés de qualidade no mercado o volume total está menor. Só neste ano, os estoques certificados da bolsa de Nova York já recuaram 22%. No Brasil, o café tipo 4 estilo Santos ficou estável a R$ 280 por saca, segundo o Escritório Carvalhaes.
Mercado fraco nos EUA
Os preços do suco de laranja iniciaram a semana em queda na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho fecharam o pregão de ontem a US$ 1,3740 por libra-peso, perdas de 35 pontos. Analistas consultados pela Bloomberg disseram que o mercado ainda está se consolidando depois de um longo período de preços praticamente estáveis em Nova York. Nos Estados Unidos, a colheita dos pomares entrou em um estágio final. As lavouras foram favorecidas nas últimas semanas pelas chuvas que atingiram algumas regiões da Flórida, mas a expectativa para os próximos dias é de um clima seco, com a possibilidade de chuvas fracas em grande parte da Flórida. No mercado interno, a caixa da laranja pêra in natura segue acima de R$ 14, segundo o Cepea.
Pressão do dólar
A alta do dólar pressionou para baixo ontem as cotações do algodão na bolsa de Nova York. Os papéis para julho fecharam em 83,23 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 90 pontos. De acordo com a Bloomberg, o euro declinou ontem pela primeira vez em quatro sessões contra o dólar com preocupações de que o pacote de US$ 146 bilhões para ajuda à Grécia irá falhar com a perda de apoio dos governos da região. "O dólar está tentando iniciar um rally e isso está pressionando o algodão", disse Tom Reardon, presidente da Delta Brokerage, com sede em Nova York. No mercado interno, a arroba da pluma encerrou a semana passada a R$ 51 em Rondonópolis (MT), segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea), órgão ligado à Famato.
Desaceleração na China
As cotações da soja recuaram ontem na bolsa de Chicago pressionadas pela valorização do dólar e por especulações de que o ritmo de crescimento da China poderá diminuir. Os papéis para julho encerram o pregão de ontem em US$ 9,8650 o bushel, retração de 12,50 centavos. Segundo a Bloomberg, além da alta do dólar, que tende a reduzir a atratividade das commodities como opção de investimento, também afetaram o desempenho da soja as especulações de que a decisão da China para que os bancos façam mais depósitos como reservas pode pôr freios no crédito e reduzir a demanda por alimentação humana e animal. No mercado interno a saca fechou em R$ 26,90 em Sorriso (MT), queda em relação aos R$ 27,30 da cotação anterior, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea).