Commodities agrícolas

17/05/2010

Commodities agrícolas

 

Mais oferta indiana. Especulações de que a oferta maior de açúcar da Índia pode ajudar a reverter o cenário mundial de escassez acabaram derrubando a cotação da commodity na sexta-feira. A Índia é o segundo maior produtor do mundo de açúcar, depois do Brasil. Em entrevista à Bloomberg, o vice-presidente da Weather Trends International, Michael Ferrari, afirmou que a safra indiana poderá se beneficiar das chuvas no Estado produtor de Kerala. O país registrou importações recordes em 2009, após a seca reduzir a produção nacional. Em Nova York, os contratos para outubro encerraram o dia a 14,73 centavos por libra-peso, com queda de 49 pontos. No mercado interno, a saca de 50 quilos de açúcar cristal fechou em R$ 42,49, queda no dia de 0,56%, segundo o Indicador Cepea/Esalq.

Temor financeiro. Os futuros de café caíram na bolsa de Nova York na sexta-feira pressionados pela alta do dólar e pela preocupação de que a crise da dívida na Grécia poderá se estender. Os papéis com vencimento em julho encerraram o pregão em US$ 1,343 a libra-peso, forte recuo de 280 pontos. O mercado de commodities caiu diante do receio de que a crise na Grécia poderia trazer repercussões diretas em outros países da zona do euro, como Espanha e Portugal, segundo a Dow Jones Newswires. A condição levou os traders a buscarem segurança no dólar. Fundos especulativos venderam commodities na tentativa de reduzir o volume desses papéis de suas carteiras. No mercado interno, a saca de 60 quilos do arábica teve queda de 1,2% cotado a R$ 288,50, segundo o Cepea/Esalq.

Processamento menor. Os contratos futuros da soja recuaram na sexta-feira, o que ajudou a configurar a primeira semana de queda da commodity desde fevereiro. Segundo a Bloomberg, a retração ocorreu após um relatório da indústria que apresentou um declínio inesperado da demanda por processadores americanos em abril. Segundo a Associação Nacional dos Processadores de Óleo, o consumo mensal caiu 12%, para 131,7 milhões de bushels, e 1,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com isso, os papéis negociados na bolsa de Chicago, com vencimento em julho, encerraram o dia a US$ 9,5350 por bushel, com variação negativa diária de 11,00 centavos de dólar. No mercado interno, a saca de 60 quilos da soja teve alta de 0,97%, fechando em R$ 35,36, segundo o Cepea/ Esalq.

Nova queda. Os contratos futuros do trigo encerraram o pregão de sexta-feira, na bolsa de Chicago, com o menor preço em mais de um mês, o que levou à maior queda semanal da commodity desde janeiro deste ano. Os papéis com vencimento em julho terminaram o dia cotados a US$ 4,715 por bushel, com recuo diário de 7,50 centavos de dólar. Em Kansas, que comercializa o trigo americano de melhor qualidade, a queda foi de 5,75 centavos, para US$ 4,91 por bushel. Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, o resultado se deveu à valorização do dólar, que reduziu o apetite dos investidores estrangeiros pelo grão americano. No mercado paranaense, a saca de trigo fechou a R$ 23,55, segundo a Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Paraná.

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