Commodities Agrícolas

18/05/2010

Commodities Agrícolas


 
Alta do dólar

Os preços do café iniciaram a semana em queda na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho terminaram o pregão de ontem valendo US$ 1,3255 por libra-peso, desvalorização de 175 pontos. Analistas do mercado disseram que a queda foi uma reação do mercado à valorização do dólar no mercado internacional. Segundo a Dow Jones Newswires, ainda existe por parte dos investidores certa aversão ao risco, o que eleva o interesse pela moeda americana e reduz a demanda por commodities agrícolas, como o café. Além disso, existe a preocupação de que o problema da dívida de países europeus prejudique a economia e reduza a demanda por commodities. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq fechou a segunda-feira a R$ 286,75 por saca, alta de 0,44%.


Demanda aquecida

Contrariando o movimento da maioria das commodities ontem, os preços do algodão iniciaram a semana em alta na bolsa de Nova York. Os contratos para outubro subiram 41 pontos e terminaram a segunda-feira a 77,21 centavos de dólar por libra-peso. Analistas consultados pela Dow Jones Newswires disseram que o algodão continua a contrariar a tendência das commodities diante da valorização do dólar no mercado internacional. O sentimento de que a demanda mundial está aumentando ainda oferece suporte aos preços. Na semana passada, a China emitiu uma licença adicional de importação para 800 mil toneladas para 2010, como forma de esfriar a alta de preços no mercado interno. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq caiu 0,86% para R$ 1,5753 por libra-peso.


Tempo favorável

As cotações da soja na bolsa de Chicago iniciaram a semana em forte queda. Os contratos com vencimento em agosto terminaram o pregão de ontem a US$ 9,3525 por bushel, baixa de 12,25 centavos de dólar. Esse é o patamar mais baixo em quase sete semanas. Além da valorização do dólar no mercado internacional que pressionou todas as commodities, analistas disseram que o clima favorável para a soja nos Estados Unidos também ajudou a derrubar o mercado. Segundo a Dow Jones Newswires, a previsão é de clima seco no Meio-Oeste para a próxima semana beneficiando o desenvolvimento das lavouras e o avanço do plantio, que está 45% completo. Em Rondonópolis (MT), a soja fechou ontem R$ 30,00 por saca, alta de 1,7% segundo o Imea.

Clima e câmbio

O mercado futuro de milho fechou em queda ontem na bolsa de Chicago pressionado pela valorização do dólar e pela previsão de clima favorável para as lavouras no médio prazo, segundo a Dow Jones Newswires. O contrato com vencimento em setembro recuou 6,25 centavos de dólar a US$ 3,64 por bushel. Além da alta do dólar, que reduz o apetite por commodities, a queda do petróleo e do mercado de ações,ainda por conta da crise na Europa, também pesou. Traders também apontaram a falta de confirmação de novas vendas de milho americano para a China, além do já anunciado na semana passada. O mercado vinha subindo com a percepção de que haveria mais demanda chinesa. O indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho fechou em R$ 18,75, alta de 0,67%.

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