Área plantada com algodão deve aumentar 30% no oeste baiano

27/05/2010

Área plantada com algodão deve aumentar 30% no oeste baiano

 

 

Produtores de algodão do oeste da Bahia devem aumentar em até 30% a área plantada para a próxima safra.

A decisão é reflexo da valorização do produto no mercado internacional, do aquecimento da demanda interna e da alta produtividade registrada na safra 2009/2010.

Estes fatores demonstram uma certa recuperação do setor depois das dificuldades enfrentadas no ano passado com a valorização do real frente ao dólar e da alta dos insumos agrícolas.

A safra 2009/2010 prevê uma produtividade média de 270 arrobas por hectare, 68% superior à média da produção nos Estados Unidos, onde são colhidas 160 arrobas do algodão em pluma por hectare.

“Precisamos ser criativos e aumentar a nossa produtividade, já que não temos subsídio para plantar como os agricultores americanos”, comentou o diretor-executivo da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia, Alex Rasia.

Produtividade

Ele lembra que os índices de produtividade do oeste baiano se destacam no mercado mundial há aproximadamente cinco anos. “Chegamos a este patamar de produtividade pela combinação entre o clima favorável da região e a alta tecnologia empregada”, disse.

Um dos pioneiros na produção irrigada no oeste da Bahia, o consultor agrônomo e produtor, Celito Breda, lembra que chegou à região em 1988 para dar assistência a uma produção de feijão irrigado e que desde 1994 planta algodão na região. “Hoje, o feijão ocupa uma área muito pequena e o algodão tende a crescer em área plantada”.

De acordo com ele, a qualidade do produto baiano só é comparada à do algodão australiano, considerado o melhor do mundo. “Hoje, a Austrália produz muito pouco e temos condições de suprir esta demanda”, disse. Apesar disso, cerca de 60% desta safra deve ser absorvida pelo mercado interno.

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