Comodities agrícolas
Recuperação em xeque.
As cotações do açúcar caíram pela primeira vez em três sessões na bolsa de Nova York ontem com os temores de que a recuperação econômica mundial possa esmorecer, erodindo a demanda por matérias-primas. Os papéis com vencimento em outubro recuaram 19 pontos fechando a 14,68 centavos de dólar por libra-peso. Segundo a Bloomberg, o mercado de ações caiu, em parte, diante da preocupação de que a crise da dívida na Europa irá pesar na economia global. O índice Reuters/Jefferies de 19 matérias-primas se aproximou do menor nível desde setembro passado. A grande produção de açúcar no Brasil e na Índia irá criar um excedente mundial, após dois anos de déficit. No mercado interno, a saca de 50 quilos do cristal subiu 0,47%, para R$ 40,51, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Boas condições da safra.
Os fundamentos favoráveis para o desenvolvimento da nova safra nos Estados Unidos e as preocupações sobre a economia mundial voltaram a pressionar os preços da soja em Chicago, que fecharam em baixa o primeiro pregão da semana. Os contratos com vencimento em agosto terminaram os negócios de ontem cotados a US$ 9,1775 por bushel, queda de 0,75 centavos de dólar. Segundo a Dow Jones Newswires, a expectativa do mercado é de que a maior parte das lavouras estejam em condições boas ou excelentes. Além disso, os investidores ainda estão cautelosos em relação ao clima incerto ainda existente sobre a economia mundial, em especial a europeia. Em Rondonópolis (MT), a saca foi negociada ontem a R$ 31,70, alta 1,6%, segundo o Imea.
Boas chuvas.
Os contratos futuros do milho recuaram ontem na bolsa de Chicago devido a especulações de que a produtividade da cultura vai aumentar nesta safra no Meio-Oeste americano. Os EUA são o maior exportador mundial de milho. De acordo com Mike Tannura, presidente da T-Storm Weather, duas tempestades previstas para os próximos 15 dias deverão irrigar bem o solo nas regiões produtoras, mantendo uma umidade favorável de solo. "É uma previsão meteorológica ideal", disse ele à agência Bloomberg. Em Chicago, os papéis com entrega em setembro caíram 4,25 centavos, para US$ 3,4500 por bushel. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do milho fechou a R$ 19,96, com alta de 1,03%, segundo o indicador Esalq/BM&FBovespa.
Clima favorável.
Os contratos futuros de trigo caíram ontem na bolsa de Chicago com o clima favorável que permitiu o início da colheita no sul das Grandes Planícies, nos Estados Unidos. Os papéis para setembro fecharam em queda de 3 centavos de dólar a US$ 4,4925 o bushel. Em Kansas, a retração foi semelhante, de 2,75 centavos, encerrando a US$ 4,74. De acordo com a Bloomberg, partes do Kansas, Oklahoma e Texas receberam cerca de quatro precipitações normais no último mês, segundo informações do Serviço Nacional de Clima. O tempo seco na última semana permitiu que agricultores iniciassem a colheita do grão de inverno. No Brasil, a saca de 60 quilos no Paraná fechou em alta de 0,44% a R$ 22,84, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) órgão da Secretaria de Agricultura do Paraná.