Último foco levou ao sacrifício de 11 mil animais

11/06/2010

Último foco levou ao sacrifício de 11 mil animais

 

 

Em abril de 2000, depois de seis anos e quatro meses sem ocorrência da doença, o Rio Grande do Sul decidiu suspender a vacinação contra a febre aftosa em busca do status de área livre da enfermidade sem imunização. Em agosto, porém, surgiu na cidade de Jóia o primeiro dos poucos mais de 20 focos que acabariam se espalhando também pelos municípios de Augusto Pestana, Eugênio de Castro e São Miguel das Missões, todos na região noroeste do Estado.

>Na época, o Rio Grande do Sul decidiu não retomar a imunização e optou pelo abate sanitário de 11 mil animais até a extinção dos focos em fevereiro do ano seguinte, lembra o consultor da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Luiz Alberto Pitta Pinheiro. A conclusão foi de que a doença havia sido introduzida na região por animais trazidos de outros Estados.

>Em maio de 2001, após um surto da doença que atingiu 18 dos 19 departamentos do Uruguai, a aftosa retornou ao Rio Grande do Sul por Santana do Livramento, na fronteira com o país vizinho, e se alastrou pelos municípios de Jari, Alegrete, Quaraí, Dom Pedrito e Rio Grande, no sul do Estado. Na ocasião foram registrados 30 focos e dessa vez a opção foi pelo retorno da vacinação. O surto foi considerado extinto em julho daquele ano, mas as campanhas de imunização foram mantidas até agora.

>No Brasil, os últimos casos de febre aftosa ocorreram em outubro de 2005 em Mato Grosso do Sul e no Paraná. (SB)

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