Commodities agrícolas

22/06/2010

Commodities agrícolas

 


Oferta maior. Os contratos futuros do café arábica caíram ontem na bolsa de Nova York com especulações de que a oferta mundial do produto na próxima safra deverá superar a demanda. Os papéis com entrega prevista para setembro fecharam a 1,6080 por libra-peso, queda de 130 pontos. Ao longo do dia, no entanto, a commodity chegou a atingir 1,6545 por libra-peso, o maior patamar desde o pregão de 6 de março de 2008. "Tudo aponta para uma queda nos preços, já que se espera uma boa safra no Brasil", disse à agência Bloomberg o analista-sênior da Vision Financial Markets, Boyd Cruel, em Chicago. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do grão ficou em R$ 312,71, com alta diária de 1,38%, segundo o Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumula alta de 5,92%.

Fraqueza técnica. Sem notícias novas e com os gráficos indicando uma tendência de queda, os preços futuros do suco de laranja iniciaram a semana em queda na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em setembro fecharam o pregão de ontem cotados a US$ 1,424 por libra-peso, queda de 185 pontos. Segundo a Dow Jones Newswires, a conclusão da colheita pelos produtores da Flórida e a ausência de ameaça climática vindo do oceano Atlântico pressionaram os contratos no pregão de ontem. Além disso, analistas disseram que a fraqueza técnica decorre da incapacidade do mercado em superar os patamares de preços alcançados na semana passada, o que abre espaço para as vendas. No Brasil, a caixa da laranja para indústria foi cotada a R$ 14,56, segundo o Cepea.

Realização de lucros. A ação de produtores nas vendas e um movimento de realização de lucros após três pregões em alta fizeram com que os preços futuros do milho fechassem em queda ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em setembro terminaram a segunda-feira cotados a US$ 3,6425 por bushel, queda de 5,75 centavos de dólar. Segundo a Dow Jones Newswires, fundos especulativos foram bastante ativos no mercado, o que acabou pressionando os preços. Analistas disseram que sem novas notícias que pudessem dar suporte a um mercado que estava sobrecomprado, os especuladores aproveitaram para realizar os lucros das recentes altas. No mercado interno, a saca foi negociada ontem a R$ 14,26 no Paraná, alta de 0,92%, segundo o Deral.
 
Nova alta em SP. O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria de Agricultura do Estado -, encerrou a segunda quadrissemana de junho com variação positiva de 4,36%. Foi a sexta alta consecutiva do indicador, determinada pelo comportamento das cotações no grupo formado por 14 produtos de origem vegetal. Este subiu, em média, 6%, puxado por ganhos nos mercados de laranja para indústria (41,1%), tomate para mesa (16,36%) e laranja para mesa (12,72%). No grupo dos seis produtos de origem animal, houve valorização média de 0,29%, com destaque para o saldo do leite C (3,33%0 e dos ovos (2,45%). As carnes bovina, suína e de frango registraram quedas.

Galeria: