Commodities agrícolas

29/06/2010

Commodities agrícolas

 


Adiamento de compras. Os futuros de açúcar recuaram com força ontem na bolsa de Nova York com importadores postergando suas compras. Os contratos para outubro fecharam em 15,82 centavos de dólar a libra-peso, desvalorização de 57 pontos. Segundo a Bloomberg, a empresa de açúcar estatal do Egito cancelou uma proposta de compra de 100 mil toneladas de açúcar bruto por causa da alta dos preços. Apesar da notícia negativa, analistas ouvidos pela agência acreditam que o aperto na oferta de açúcar no curto prazo irá se manter. Na bolsa de Londres, o açúcar branco recuou para US$ 479,40 a tonelada, desvalorização de US$ 5,10. No mercado interno, a saca de 50 quilos do açúcar cristal fechou em alta de 0,35%, cotada a R$ 40,48, segundo o indicador Cepea/Esalq.

Realização de lucros. Em um movimento de realização de lucros após o mercado ter alcançado o maior nível em 12 anos, os preços do café iniciaram a semana em queda na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em setembro terminaram o pregão de ontem cotados a US$ 1,681 por libra-peso, queda de 80 pontos. Segundo a Dow Jones Newswires, o mercado está mais concentrado em aspectos técnicos do que nos fundamentos. Analistas disseram que a recente valorização ocorreu por "infundadas preocupações" de geadas no Brasil. De qualquer forma, a oferta apertada de café arábica ainda oferece suporte aos preços, apesar de já começar a aparecer alguns sinais de melhora no abastecimento. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq fechou o dia em alta de 0,1% a R$ 315,91 por saca.

Melhoras climáticas. A melhora nas condições climáticas nas lavouras americanas durante o fim de semana fez com que os preços do algodão terminassem em queda o primeiro dia de negócios da semana na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em outubro terminaram o pregão de ontem em baixa de 55 pontos, cotados a 79,66 centavos de dólar por libra-peso. Segundo a Dow Jones Newswires, além das chuvas que atingiram a região produtora, a previsão é de que elas continuem nas próximas duas semanas, o que deve garantir uma boa produtividade para as lavouras. Além disso, a queda do petróleo foi apontada como um fator de pressão sobre o mercado do algodão na segunda-feira. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq fechou o dia a R$ 1,6318 por libra-peso, alta de 0,09%.

Clima favorável. Os futuros de trigo caíram ontem na bolsa de Chicago com a especulação de que a condição seca do clima irá permitir aos produtores agilizarem a colheita do cereal nos Estados Unidos, o maior exportador mundial de trigo. Os papéis com vencimento em setembro fecharam em US$ 4,65 por bushel, desvalorização de 0,6 centavos de dólar. Na bolsa de Kansas, o pregão também foi de queda com o bushel a US$ 4,8975, queda de 0,5 centavos de dólar. Segundo informações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos citadas pela Bloomberg, em 20 de junho 17% do trigo de inverno estavam colhido nos EUA, aumento de 15% em relação ao ano anterior. No mercado do Paraná o dia foi de leve alta, 0,22%, com a saca a R$ 22,40, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) do Paraná.

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