Commodities agrícolas

30/06/2010

Commodities agrícolas

 


Incertezas na China. Os preços do açúcar voltaram a cair ontem na bolsa de Nova York com o aumento das preocupações sobre a economia chinesa. O contrato para outubro fechou em 15,28 centavos de dólar a libra-peso, queda de 54 pontos. Segundo a Bloomberg, houve correção no mercado a respeito da perspectiva de crescimento da economia da China, o que fez com que administradores de fundos e outros grandes especuladores cortassem posições compradas ou suas apostas de que os futuros da commodity vão subir. Na segunda-feira, a estatal de açúcar egípcia cancelou intenções de compra de 100 mil toneladas por causa dos preços altos. No mercado interno, o dia foi de forte queda com a saca a R$ 40,07, retração de 1,01%, de acordo com o indicador Cepea/Esalq.

Correção em NY. Os futuros do café arábica tiveram a maior queda em sete semanas na bolsa de Nova York, com produtores aumentando as vendas. Os contratos com vencimento em setembro encerraram o pregão de ontem a US$ 1,6315 a libra-peso, desvalorização de 495 pontos. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, os preços anteriores estavam muito elevados para os níveis de oferta do produto, sobretudo no Brasil, maior produtor mundial. A oferta no país vai subir 23% no ano que inicia 1º de julho, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Neste ano, os preços futuros do açúcar subiram 20% na bolsa americana No mercado interno, o dia foi de forte queda. A saca de 60 quilos do arábica fechou em R$ 307,68, queda de 2,61%, segundo o Cepea/Esalq.
 
Na contramão do dólar. A valorização do dólar em relação a outras moedas, que ontem tirou sustentação dos preços das commodities em geral, não poupou as cotações da soja em Chicago, que fecharam em baixa. Os contratos com vencimento em julho encerraram a sessão negociados a US$ 9,4725 por bushel, em baixa de 7,75 centavos de dólar, enquanto os papéis para entrega em novembro caíram 6,50 centavos de dólar, para US$ 9,12. Menos importante para a oscilação de ontem, o clima favorável ao desenvolvimento das lavouras americanas também colaborou para a queda. Em Rondonópolis (MT), a saca de 60 quilos ficou entre R$ 32,50 (oferta de compra) e R$ 33,40 (venda), de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
 
Vendas especulativas. Um vigoroso movimento de vendas especulativas decorrente de preocupações com a saúde da economia global e a consequente valorização do dólar também determinou a retração das cotações do milho ontem na bolsa de Chicago. Como na soja, o clima favorável ao desenvolvimento das plantações dos EUA (USDA) permaneceu como fator "baixista" e colaborou para o tombo observado. Os futuros com vencimento em julho fecharam a US$ 3,25 por bushel, em baixa de 8,75 centavos de dólar, enquanto dezembro recuou 8,75 centavos de dólar, para 3,44. No Paraná, a saca de 60 quilos saiu, em média, por R$ 13,97 - 0,21% a menos do que na véspera -, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.

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