Commodities Agrícolas

08/07/2010

Commodities Agrícolas

 

Mais pressão. Os futuros do suco de laranja recuaram ontem na bolsa de Nova York com as vendas seguidas de contratos desde terça e pela falta de notícias novas do ponto de vista fundamental. Os contratos com vencimento em setembro fecharam a US$ 1,4550 libra-peso, queda de 110 pontos. De acordo com analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o suco vem sofrendo com o declínio de vendas no varejo e com as condições favoráveis de crescimento dos pomares para a próxima safra, a 2010/11. Os produtores acabaram de fechar a temporada 2009/10 da Flórida e os laranjais já receberam chuvas favoráveis, acelerando o desenvolvimento da próxima safra. No mercado interno, a caixa da laranja para a indústria fechou em R$ 14,82, segundo o Cepea/Esalq.

Demanda aquecida. Os futuros de algodão subiram pela primeira vez em três sessões na bolsa de Nova York, ontem, com o aumento das vendas no varejo sinalizando uma renovação da demanda pela fibra. Os papéis com vencimento em outubro encerraram o pregão em 77,96 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 84 pontos. Segundo informações da Bloomberg, desde o início do ano fiscal no varejo, em 31 de janeiro, as vendas provavelmente cresceram em seu nível mais rápido em quatro anos, segundo o Conselho Internacional de Shoppings Centers, antecipando sua divulgação de junho que será feita hoje. No mercado interno, os preços seguem firmes, mesmo em época de colheita. De acordo com o indicador Cepea/Esalq, a libra-peso da pluma fechou ontem em R$ 1,6739 , alta de 0,15%.

Exportação forte. As cotações futuras da soja fecharam em alta ontem na bolsa de Chicago com notícias de aumento da demanda pelo grão. Os contratos com vencimento em agosto encerraram o pregão a US$ 9,6775 o bushel, alta de 27,25 centavos. De acordo a Bloomberg, os prêmios de exportação para a soja enviados a terminais na região de Nova Orleans aumentaram em relação aos futuros de Chicago, movimento relacionado à maior demanda por grãos americanos. A alta do prêmio também se deveu à relutância dos produtores em vender o restante do grão da safra passada. Segundo analistas do Brasil, a alta do trigo também contribui para a alta da soja. No mercado de Rondonópolis (MT), a saca do grão fechou em R$ 33,20, segundo o Imea/Famato.

Ao lado do trigo. Os futuros de milho subiram ontem na bolsa de Chicago puxados pelo movimento do trigo e pela piora das condições das lavouras americanas. Os papéis com vencimento em setembro encerraram o pregão de ontem em US$ 3,7825 o bushel, com alta de 10,25 centavos. A piora nas expectativas de desenvolvimento das lavouras, cujo relatório foi divulgado na terça-feira, ajudou a sustentar os preços. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o mercado de milho enfrenta uma excessiva resistência técnica, mas seus fundamentos estão otimistas. Há ainda preocupações sobre a seca de junho e como ela pode ter afetado as lavouras. No mercado interno, a saca de 60 quilos do grão fechou estável em R$ 6 no município de Sorriso (MT), segundo o Imea/Famato.

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