Projeto busca integração com as economias nacional e global

08/07/2010

Projeto busca integração com as economias nacional e global

 

Outra importante proposta do governo, articulada pela Seplan, é a integração da Bahia com a economia global e nacional, por meio do incremento da infraestrutura e logística. O projeto é ambicioso e inclui, entre outras obras, a construção da Ferrovia de Integração Oeste/Leste (Fiol), com 1,5 mil quilômetro de extensão, ligando Ilhéus (BA) a Figueirópolis (TO).

Na Bahia, a Fiol facilitará o escoamento de grãos, minérios e biocombustíveis produzidos no oeste, sudoeste e sul do estado, além de se consolidar como alternativa ao escoamento da produção agroindustrial do Centro-Oeste brasileiro. Quanto à importação, a ferrovia transportará fertilizantes agrícolas, derivados de petróleo, do litoral para o oeste baiano e outros insumos.

Segundo o presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, em visita recente à Bahia, a estimativa de investimentos apenas no trecho baiano é de R$ 4,5 bilhões e estão garantidos pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Quanto à construção, a empresa do governo federal, Valec – Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., prevê a conclusão das obras em 2012 e a geração de 30 mil empregos diretos.

Polo industrial – Já na Região Metropolitana de Salvador (RMS), o sistema BA-093 é um dos destaques. Trata-se de uma concessão simples para a recuperação e ampliação do sistema viário BA-093, com extensão de 125,35 km. A implantação do sistema consolidará a integração dos principais polos industriais do estado, que são Candeias, Camaçari e o Centro Industrial de Aratu (CIA).

Para articular os diversos modais de transporte e proporcionar a integração do litoral com o interior do estado, despontam iniciativas como a construção do Porto Sul, ampliação e modernização do complexo portuário da Baía de Todos os Santos, além da recuperação da Hidrovia do São Francisco, entre outras intervenções.

De acordo com o secretário do Planejamento, Antônio Alberto Valença, este novo ambiente democrático, aliado à economia diversificada, infraestrutura crescente e qualidade de mão-de-obra, sintetiza o cenário propício que atraiu novos investimentos para o estado. "Não foi à toa que a Bahia gerou mais de 200 mil empregos diretos em três anos, mesmo a economia brasileira e a baiana tendo sido afetadas pela crise financeira mundial", ressalta.

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