Commodities Agrícolas

09/07/2010

Commodities Agrícolas

 

 

 


Vendas especulativas.

Sem a possibilidade de os pomares da Flórida serem ameaçados pelo clima, os preços do suco de laranja terminaram em queda na quinta-feira na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em setembro terminaram o dia valendo US$ 1,376 por libra-peso, queda de 790 pontos. Segundo a Dow Jones Newswires, fundos aproveitaram a falta de notícias para liquidar posições, atentos ao posicionamento dos gráficos, que estavam favoráveis às vendas, depois de os preços terem alcançado no fim de junho o maior patamar em 15 semanas. Além disso, analistas lembram que a demanda por suco nos Estados Unidos tem se reduzido, o que contribui para elevar a pressão no mercado. No Brasil, a caixa de laranja para indústria foi cotada a R$ 14,82, segundo o Cepea.
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Clima preocupa.

As incertezas sobre as condições climáticas para o desenvolvimento da soja nos Estados Unidos fizeram as cotações do grão fechar em alta na quinta-feira na bolsa de Chicago. Os contratos para agosto terminaram o dia cotados a US$ 9,83 por bushel, alta de 15,25 centavos de dólar. Segundo a Dow Jones Newswires, os analistas estão preocupados com o abastecimento de grão no curto prazo, diante do aumento da demanda pelas exportações americanas. Hoje, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulga seu relatório de oferta e demanda e dará uma ideia melhor de como ficarão os estoques de passagem para a nova safra. Em Rondonópolis, a saca de soja foi negociada a R$ 34,00, alta de 2,4%, de acordo com o Imea.
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Dúvida com produção.

A expectativa de uma colheita menor do que o esperado fez com que os preços do milho na bolsa de Chicago mantivessem a tendência de alta na quinta-feira. Os contratos com vencimento em setembro terminaram o dia a US$ 3,855 por bushel, valorização de 7,25 centavos de dólar. Segundo a Dow Jones Newswires, o mercado ainda reage às informações da última terça-feira de que o desenvolvimento da cultura não reagiu em comparação à semana passada. Além disso, a possibilidade de uma oferta mais apertada, que pode ser indicada hoje no relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), deu suporte aos preços. No mercado interno, a saca foi negociada no Paraná a R$ 13,48, queda de 2,11%, segundo informações do Deral.
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Efeito da seca.

Os futuros de trigo subiram na bolsa de Chicago na quinta-feira para o mais alto preço em seis meses com a seca nos países da região do Mar Negro e em regiões da Europa. O contrato com vencimento em setembro encerrou o pregão a US$ 5,4850 o bushel, alta de 18 centavos de dólar. O mesmo contrato na bolsa de Kansas teve valorização de 16,50 centavos e o bushel fechou a US$ 5,62. A seca está se intensificando em regiões da Rússia e do Cazaquistão, segundo a Bloomberg. A falta de chuvas na França, o maior produtor de trigo da União Europeia, também pode reduzir a produção. Os futuros de trigo subiram mais de 20% desde 29 de junho. No mercado do Paraná, a saca de 60 quilos do cereal ficou em R$ 22,64, retração de 0,75%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).

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