Agroindústrias retornam à Secretaria Estadual da Agricultura após 20 anos
As atividades de apoio ao segmento da agroindústria do estado da Bahia retornam à coordenação da Secretaria Estadual da Agricultura (Seagri), que estavam sob a responsabilidade da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração do Estado da Bahia (Sicm) desde a década de 90. A cerimônia de reintegração foi realizada nesta quinta-feira (15), no auditório da Sicm, no Centro Administrativo da Bahia (CAB).
Para o secretário da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, a retomada das agroindústrias favorece aos empreendimentos que surgem no setor agroindustrial e contemplam toda a cadeia produtiva, como pequenas, médias e grandes empresas ligadas ao setor. “Sinto-me feliz por estar secretário da Agricultura neste momento tão significativo e importante para a agropecuária da Bahia”, disse Salles ao assinar o documento de reintegração.
A decisão foi tomada em comum acordo entre os dois secretários Eduardo Salles e James Correia, da Indústria, Comércio e Mineração. As indústrias agrícolas faziam parte da Seagri até a década de 90, quando passou para a Sicm, que durante esse período atraiu importantes investimentos agroindustriais para o estado da Bahia.
Segundo o Chefe de Gabinete da Sicm, Luiz Gonzaga de Souza, grande parte dessas ações desenvolvidas na Sicm, também são feitas na Seagri de maneira semelhante ou até de maior expressão, “portanto, estas ações serão centralizadas na Seagri, que está preparada para isso, enquanto a Secretaria da Indústria e Comércio vai atuar com mais ênfase em áreas específicas”, afirmou.
Para o vice-presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), entidade que congrega mais de 1,3 mil produtores rurais na região Oeste do Estado Aiba, Sérgio Pitt, as decisões sobre toda a cadeia do agronegócio concentradas na Secretaria da Agricultura poderão trazer ganhos para o setor. “A agroindústria é um nicho específico do setor secundário, sobre cuja matéria prima a Seagri detém as informações, tanto no que tange à produção agrícola, como às cadeias produtivas e suas demandas e oportunidades de investimento. Isto propiciará maiores probabilidades de acertos no direcionamento das políticas públicas. Todos saem ganhando”, comentou.
A agropecuária é um importante setor para o estado da Bahia, pois concentra 30% dos empregos, 37% das exportações e é responsável por 24% do PIB do estado, por isso, “precisamos estar estruturado para atrair mais empresas no segmento e continuar respondendo às demandas. É maravilhoso ser o quarto produtor de café do país, o primeiro em qualidade e poder atrair indústrias para produzir o café solúvel. Vamos trabalhar para isso”, afirmou Eduardo Salles.
Em sintonia com a Sicm, a Seagri já vem desenvolvendo projetos, visando a verticalização das cadeias produtivas. Os estudos da Fundação Getúlio Vargas foram contratados para fomentar a industrialização das cadeias produtivas do milho, soja e algodão na região Oeste. “A Seagri possui um corpo técnico consolidado e continuará atuando em conjunto com a Sicm, que desempenha o papel de atrair investimentos, através dos incentivos fiscais, concessão das áreas para implantação de empresas, além de questões como infraestrutura, logística, energia, entre outras”, disse o superintendente da Sicm, Paulo Roberto Guimarães.
Fonte:
Imprensa Seagri/Sicm
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