Commodities Agrícolas

20/07/2010

Commodities Agrícolas


Pouca sustentação. Sem novos fundamentos que pudessem sustentar a trajetória positiva do mercado, os preços do café terminaram a segunda-feira em queda na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em setembro terminaram o pregão de ontem cotados a US$ 1,638 por libra-peso, queda de 325 pontos. Segundo a Dow Jones Newswires, os investidores ficaram mais cautelosos depois da recente valorização do mercado e optaram por realizar parte dos lucros. Um relatório sobre habitação nos EUA, considerado fraco, pressionou o mercado de ações americanos, o que acabou influenciando os preços do café em Nova York, com investidores decididos a reduzir sua exposição ao risco. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq caiu 3,4% para R$ 297,29 por saca.

Vendas especulativas. A venda especulativa de fundos fez com que os preços do cacau na bolsa de Nova York fechassem a segunda-feira em queda. Os contratos com vencimento em dezembro terminaram o pregão cotados a US$ 3.004 por tonelada, baixa de US$ 174. Segundo a Dow Jones Newswires, o sentimento do mercado é que o problema da oferta restrita nos armazéns de Londres foi amenizado. Havia uma preocupação que os estoques estariam concentrados em apenas um único usuário final, mas um levantamento deu conta que as compras estavam com um fundo, o que reduziu a preocupação das bolsas. Na região de Ilhéus (BA), os preços do cacau recuaram ontem 4%. A arroba foi negociada a R$ 87,00, segundo informações da Associação Nacional dos Produtores de Cacau.
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Pressões externas. A pressão vinda do mercado do milho e a previsão de melhora nas condições climáticas nos Estados Unidos fez com que os preços da soja caíssem no pregão de ontem, em Chicago. Os contratos com vencimento em setembro terminaram o dia a US$ 9,8625 por bushel, queda de 11,75 centavos. Segundo a Dow Jones Newswires, com fundamentos menos favoráveis para uma nova alta, muitos investidores decidiram realizar lucros depois dos recentes ganhos. Aliada a esse fator, a previsão de clima quente deve favorecer a colheita da soja no Meio-Oeste americano. No mercado interno, a soja subiu 1,1% na segunda-feira e foi cotada a R$ 36,00 por saca, em Rondonópolis (MT), segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea).

Melhora nas lavouras. Uma perspectiva de melhora no desenvolvimento das lavouras americanas e o movimento de realização de lucros após os recentes ganhos fizeram com que os preços do milho fechassem a segunda-feira em queda na bolsa de Chicago. Os contratos para dezembro terminaram o pregão de ontem cotados a US$ 3,94 por bushel, queda de 13,25 centavos de dólar. Segundo a Dow Jones Newswires, as chuvas durante o fim de semana e a previsão de novas precipitações para os próximos dias reduziram o sentimento de perdas que existia em relação às lavouras. Analistas disseram que as preocupações da semana passada foram uma justificativa para compras especulativas. No Paraná, a saca de milho foi negociada a R$ 13,11, queda de 1,65%, segundo o Deral.

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