Câmara Setorial do Café discute em Conquista acesso a outros mercados
Como armazenar o café? Para onde exportar? Quais as tecnologias que devem ser implementadas na lavoura? Estas e outras questões foram debatidas ontem pela Câmara Setorial do Café, durante reunião na Cooperativa Mista Agropecuária Conquistense (Coopmac), em Vitória da Conquista, na região sudoeste do estado, a 510 quilômetros de Salvador.
O encontro teve a participação do secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, que ressaltou a importância de se fazer um planejamento estratégico para a cafeicultura baiana, "atendendo às diferentes realidades de produção em cada região".
Segundo ele, a cadeia produtiva do café é uma das mais importantes do estado, "e o governo, através da Secretaria da Agricultura, tem como propósito apoiar as ações de desenvolvimento da atividade, introduzindo um melhor aproveitamento das áreas agrícolas e o uso de tecnologias, além de incentivar a verticalização da cadeia e as exportações".
Desafios – O secretário disse que, embora ainda tenha muitos desafios, os cafeicultores baianos já podem comemorar a inclusão de 43 dos 44 municípios que estavam fora do zoneamento do café. "Municípios como Brejões estavam fora do zoneamento. Isso não se justificava mais", afirmou.
Para Claudionor Dutra Neto, presidente da Coopmac, que engloba 250 produtores da região, a inclusão dos municípios no zoneamento vai facilitar a vida de milhares de cafeicultores, que vão poder solicitar crédito rural. Além disso, torna ainda mais conhecido o café da Bahia, "que possui ótima qualidade e está entre os melhores do país".
Ele declarou que o café baiano está no caminho certo para entrar em outros mercados. O próximo passo é que o grão seja exportado para a China. E as negociações tendem a acontecer em pouco tempo, "porque a Bahia conta agora com um escritório de agronegócio em Pequim, em uma iniciativa inédita no Brasil. Estamos avaliando questões como volume, capacidade de distribuição e logística".