Commodities Agrícolas
Mais fila nos portos. Os futuros de açúcar fecharam ontem em alta diante dos temores de interrupção no suprimento da commodity a partir do Brasil, o maior produtor mundial. Os papéis com vencimento em março fecharam o pregão a 18,26 centavos de dólar por libra-peso, alta de 21 pontos. De acordo com a Bloomberg, pode haver atraso no embarque de açúcar no porto de Santos (SP) até outubro, em um cenário de baixos estoques nas empresas de alimentos. Os seis principais portos que embarcam açúcar no Brasil têm um recorde de 111 navios na fila, esperando para embarcar 3,56 milhões de toneladas do produto, de acordo com a Bloomberg. No mercado interno, a saca de 50 quilos do açúcar cristal fechou em R$ 41,14, alta de 0,02%, segundo o Indicador Cepea/Esalq.
Dólar fraco. Os futuros de algodão subiram para o mais alto preço em quase três semanas com o declínio do dólar reforçando a atratividade de algumas commodities. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam o dia em 76,49 centavos de dólar a libra-peso, alta de 115 pontos. De acordo com a Bloomberg, o dólar caiu pela terceira sessão seguida contra uma cesta composta por seis moedas - a situação aumenta a competividade do algodão dos Estados Unidos. Segundo analistas, na medida em que o dólar se desvaloriza, o índice de commodities fica em ebulição e cresce o interesse dos dos compradores. No mercado interno, o fortalecimento da colheita provoca queda de preços. A arroba da pluma em Primavera do Leste (MT) fechou ontem em R$ 51,20, segundo o Imea/Famato.
Prêmio menor. A queda nos prêmios de risco sobre as cotações fez com que os preços da soja terminassem em queda ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em setembro terminaram o dia cotados a US$ 9,7475 por bushel, retração de 16,25 centavos. Segundo a Bloomberg, analistas consideram que a colheita, que pode ter início já em setembro, tende a ser muito boa e por isso o interesse em aquisições da safra antiga caiu bastante. Além disso, a demanda por exportações diminuiu. O USDA fez inspeção para 6,6 milhões de bushels de soja na semana passada, queda de 32% em relação à semana anterior e de 29% em comparação à mesma semana de 2009. Em Rondonópolis (MT), a saca de soja foi negociada a R$ 36,20, queda de queda 1,4%, segundo informações do Imea.
Clima pressiona. Sem ameaças para o desenvolvimento das lavouras no Meio-Oeste americano, o clima foi o principal fator de queda dos preços do milho na bolsa de Chicago na segunda-feira. Os contratos com vencimento em dezembro terminaram o pregão de ontem cotados a US$ 3,78 por bushel, queda de 6,5 centavos. Segundo a Dow Jones Newswires, muitos investidores reduziram os valores dos prêmios de risco colocados sobre as cotações, uma vez que as previsões climáticas não oferecem mais tanta ameaça sobre as lavouras. Por conta disso, o mercado passou a ser atrativo para operadores interessados em cobrir posições compradas. No mercado interno, a saca de milho foi negociada ontem a R$ 13,05 no Paraná, queda de 0,84% segundo informações do Deral.