Commodities Agrícolas
Reversão de tendência. As especulações no mercado futuro do açúcar de que os preços já atingiram o seu pico fizeram os contratos da commodity recuar ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em março do ano que vem fecharam a 18,09 centavos de dólar por libra-peso, uma queda de 17 pontos. O açúcar quase dobrou de preço no ano passado em virtude do excesso de chuvas no Brasil e das monções mais fracas que o costume na Índia - os dois países são os maiores produtores do mundo. Segundo a agência Bloomberg, a tendência altista, no entanto, foi revertida neste ano com a expectativa de safras melhores. No mercado doméstico, a saca de 50 quilos do açúcar ficou em R$ 41,55, alta de 1%, de acordo com o indicador Cepea/Esalq. No mês, a commodity já acumula alta de 3,33%.
Safra maior. Os contratos futuros do café fecharam em queda ontem na bolsa de Nova York, devido a especulações de que a safra maior no Brasil irá estimular as vendas. A produção do país deverá aumentar em 19% em relação ao ano anterior, graças ao ciclo bienal da cultura. Em entrevista à agência Bloomberg, Jack Scoville, vice-presidente da Price Futures. , afirmou que as principais regiões produtoras de café do Brasil devem ficar sem chuva até 30 de julho, o que "é bom para a colheita". Na bolsa de Nova York, os papéis com vencimento em dezembro encerraram a US$ 1,6475 por libra-peso, com recuo de 180 pontos. No mercado interno, a saca de 60 quilos fechou a R$ 300,59, queda de 1,46%, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, o recuo é de 2,99%.
Contágio positivo. Os contratos futuros do suco de laranja congelado e concentrado encerraram o pregão de ontem em alta na bolsa de Nova York. Analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires atribuíram o ganho ao contágio de outras commodities e também à ação dos traders, que continuam a embutir no preço as condições climáticas. Em Nova York, os papéis com vencimento em novembro encerraram a US$ 1,4785 por libra-peso, alta de 95 pontos. "A ameaça de uma tempestade forte pode facilmente jogar os preços da laranja para acima de US$ 1,52", disse à agência Mark Julias, estrategista de mercado da Lind-Waldock. , em Chicago. No mercado interno, a caixa com 40,8 quilos da laranja à indústria paulista fechou a R$ 14, 84, segundo o Cepea/Esalq. Em cinco dias, a laranja ficou estável.
Exportações afetadas. Os futuros do trigo fecharam ontem com a primeira alta em três pregões na bolsa de Chicago. Segundo analistas, o resultado se deveu a especulações de que a seca prolongada na Rússia afetará ainda mais a produção do país - o que elevaria a demanda pelo trigo americano. Previsões do governo russo apontam para uma queda na produção de grãos para menos de 80 milhões de toneladas nesta safra. O governo cogita, inclusive, interromper as exportações do cereal. "As pessoas estão preocupadas com a interrupção dos embarques russos", disse à Bloomberg Brian Grete, da Professional Farmers of America. Em Chicago, papéis para dezembro fecharam a US$ 6,2700 por bushel, alta de 6 centavos. No mercado interno, a saca fechou a R$ 22,66, com alta de 0,09%, segundo o Deral.