Commodities Agrícolas
Reversão de tendência. Os contratos futuros do café arábica encerraram ontem em queda. Segundo analistas, ajustes técnicos provocaram um movimento de venda entre os especuladores. Contribuiu também a melhora no desempenho da safra brasileira do grão. O país é o maior produtor do mundo. Na bolsa de Nova York, os contratos com vencimento em dezembro recuaram 565 pontos, para US$ 1,6765 por libra-peso. "A alta [registrada no café] desde junho foi além da conta", disse Boyd Cruel, analista-sênior da Vision Financial Markets, de Chicago, em entrevista à Bloomberg. "Os fundos estão tomando vantagem desse mercado nos últimos dois meses". No Brasil, a saca de 60 quilos do café ficou em R$ 301,51, com retração diária de 1,99%, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Alta dos estoques. Os futuros de cacau caíram pelo terceiro dia em Londres com especulação de que o aumento da oferta irá aumentar os estoques. Os contratos com vencimento em dezembro caíram 19 libras para 2.152 libras por tonelada. Segundo a Bloomberg, 4,380 mil toneladas de grãos de cacau foram classificados ontem e possivelmente serão adicionados aos estoques da Europa. Os preços da amêndoa subiram 24% no ano passado em Londres com a queda dos estoques. Na bolsa de Nova York, o mesmo vencimento fechou em US$ 3.091 por tonelada, queda de US$ 20, com o mercado de ingrediente para chocolate declinando 7% neste ano. No mercado de Ilhéus (BA) a arroba do cacau fechou em R$ 87,33, leve alta em relação ao R$ 86,66 do dia anterior.
Clima seco. Os futuros de soja fecharam em nova alta ontem na bolsa de Chicago com o clima adverso ameaçando reduzir a produção nos Estados Unidos. Os papéis para setembro fecharam em US$ 10,2275 por bushel, alta de 3,50 centavos de dólar. Segundo a Bloomberg, as temperaturas acima de 39 graus nas regiões produtoras do grão irão aumentar o estresse das plantas que estão desenvolvendo vagens. A previsão é de que o clima quente e seco retorne aos EUA em 8 de agosto. Cerca de 66% da lavoura de soja americana estava classificada como boa ou excelente em 1º de agosto, abaixo dos 67% de uma semana antes, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. No mercado de Rondonópolis (MT), a saca fechou em R$ 37,8, queda em relação aos R$ 38 negociados no dia anterior, segundo o Imea/Famato.
Resistência. Após altas sucessivas, os futuros de trigo caíram ontem nas bolsas com os preços altos inibindo compras, incluindo de importadores e fabricantes de ração que podem usar mais milho em substituição ao trigo. Os papéis com vencimento em dezembro encerraram o pregão de ontem valendo US$ 7,0975 o bushel, retração de 13,75 centavos de dólar na bolsa de Chicago. O mesmo vencimento em Kansas teve uma queda ainda maior, de 15,25 centavos, fechando a US$ 7,0175 o bushel. O clima seco na Rússia e nas regiões produtoras do cereal na Europa provocou uma alta de 50% no segundo contrato da commodity em Chicago. No Paraná, a saca do trigo fechou em leve alta de 0,18% em R$ 22,65, segundo o Departamento de Economia Rural da Secretaria de Agricultura do Estado.