II Congresso de Heveicultura superou todas as expectativas

11/08/2010

II Congresso de Heveicultura superou todas as expectativas

 

Foto:Luiz Aberto Alves
“Nos últimos 15 anos, o Brasil experimentou uma melhoria significativa no setor primário e terciário da borracha natural com opções substantivas para o desenvolvimento da economia do País”. A afirmação foi feita pelo coordenador do II Congresso Brasileiro de Heveicultura, Adonias Castro Virgens Filho, na abertura do evento, com 620 participantes e que superou todas as expectativas, na manhã de hoje, 10, no Centro de Convenções de Ilhéus, na Bahia.

Segundo o coordenador, o País também deixou a imagem humilhante da década de 90 para alcançar, atualmente, qualidade na borracha processada que nada deve em qualidade ao produto importado. Adonias disse que a indústria de pneumáticos do Brasil foi escolhida como moderna plataforma para produção de pneus para as Américas, tem recebido investimentos em novas plantas industriais e modernizado as existentes para atender o Mercosul, Europa e Estados Unidos.

“Esse setor consome cerca de 70% da borracha natural do mercado para produzir 61,3 milhões de unidades, avaliadas em R$ 9 bilhões. A indústria de artefatos cresce a uma velocidade superior ao crescimento econômico”, prosseguiu. Adonias também destacou que a atividade de processamento da borracha natural tem forte apelo socioeconômico e ambiental no País, sendo representada por 1.400 empresas que consomem entre 20% e 25% da borracha natural, gera 60 mil empregos diretos e fatura US$ 2,20 bilhões por ano.


Depois de traçar o perfil socioeconômico da indústria, o coordenador do II CBH classificou o País como altamente competitivo na produção de borracha natural, já que existem áreas para o cultivo da seringueira em todas as regiões, alto nível tecnológico, disponibilidade de variedades clonais resistentes e produtivas, competência na gestão de seringais e infraestrutura viária de suporte à produção, principalmente na Bahia. “A cadeia produtiva alcança nível de estruturação e integração bastante elevado, com eficiente setor de insumos e agroindústrias capazes de atender às exigências do mercado”, afirmou.

O secretário de Planejamento e Agricultura de Ilhéus, Alysson Mendonça, representante do prefeito Newton Lima, disse que o município festeja o empenho dos Governos federal e estadual em elevar em até 100 mil hectares a área de cultivos de seringueiras. “Saudamos a iniciativa porque consideramos que a seringueira protege a mata atlântica, dá renda ao produtor rural e o auxilia nas receitas da propriedade por ser complementar ao cacaueiro, cuja lavoura é responsável por toda a infraestrutura que temos no sul baiano”, declarou.

O secretário estadual de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária, Eduardo Salles, falou no seu discurso que considerou o Congresso momento de grande importância para alavancar a produção de heveicultura baiana. “A Bahia é o segundo produtor nacional de seringueira, que tem papel estratégico social, econômico e ambiental. Através de um Planejamento Estratégico até 2020 pensamos em ampliar a cadeia produtiva, inclusive pela diversificação que representa no Litoral. A consorciação com o cacau, por exemplo, favorece a elevação da receita do agricultor e dinamiza a economia do estado”, disse.


O diretor da Ceplac, Jay Wallace da Silva e Mota, representante do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, destacou que a seringueira e o cacaueiro são plantas nativas da Amazônia cujas lavouras prosperaram em outras regiões do mundo e que coube à instituição reintroduzi-las nos estados do Norte do País em regime tecnificado. “O consorciamento de seringueira e do cacau em sistemas agroflorestais e o cultivo do dendê integram o Plano Estratégico da Ceplac para as regiões produtoras de cacau do País. Estamos ao lado do produtor e do Governo nos projetos de redução da dependência da importação da borracha natural, principalmente pelas sinergias entre o cacaueiro e a seringueira”, afirmou.

Na quarta-feira, 11, o II CBH prossegue com palestras pela manhã e à tarde, incluindo exposição de trabalhos científicos em forma de pôster ou oral e a Feira Técnica e Comercial com instituições públicas e empresas privadas ligadas ao agronegócio da borracha natural.  O evento é promovido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, através da Ceplac, Seagri, Adab e Ebda, Uesc, Plantações Michelin da Bahia e Instituto Cabruca. Tem o apoio do Sebrae, Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), Banco do Brasil, Banco do Nordeste,  Lateks,  Amurc, Senar, Fazendas Vale do Juliana, Agro Industrial Ituberá, Abiarb, Capes, Borracha Natural, Icalbor, Coopbores, Fazenda  Batalha, Bahiatursa e Apabor.


 
Fonte:
Jornalista ACS/Ceplac/Sueba
Luiz Conceição

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