Bahia vai ampliar área plantada com algodão em até 15%
O preço acima das previsões mais otimistas e a alta produtividade conquistada nesta safra devem estimular os produtores de algodão da Bahia a aumentar em até 15% a área plantada para a próxima safra2010/2011,quecomeçaa ser cultivada no último trimestre deste ano. A expectativaédequeaáreaplantada salte de 260 mil para 300 mil hectares, o equivalente a 30% da área plantada com o produto no Brasil.
Aestimativa é do presidente da Associação dos AgricultoreseIrrigantesdaBahia( Aiba), Walter Horita – um dos maiores produtores de algodão no Estado e que ontem mediouodebate “Modelosde Negócios das Corporações Agrícolas no Brasil”, durante arealizaçãodoClubedaFibra, evento que reuniu grandes produtores de algodão do País, no Rio de Janeiro.
O aumento da área plantada é uma retomada da cotonicultura no Estado depois das perdas com a safra 2009/2010, quando a diferença de câmbio e as chuvas no período de colheita prejudicaram a capitalizaçãodos agricultores. A safra colhida em 2010 foi comemorada, apesar da redução da área plantada. A produtividade média registrou alta de 15%.
Deacordocomnúmerosda Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa), a Bahia deve colher, em 2010, 996,3 mil toneladas de algodão em caroço. Com cerca de 70% da safra colhida neste mêsdeagosto,osagricultores comemoram a produtividade média de 270 arrobas,com picos de até 380 arrobas por hectare no oeste baiano.Uma média boa, principalmente se for considerada a queda de produção de 15% a 20% em algumas regiões, conforme afirmou o presidente da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), Haroldo Cunha.
Ele disse que as perdas deste ano já fizeram com que a Abrapa reduzisse as projeçõesparaapróximasafra.
Enquanto as primeiras projeções para a safra 2010/2011 estimavamoaumentode850 mil para um milhão de hectaresplantadosdealgodãono Brasil, depois do início da colheita as previsões são de aumento para 950 mil hectares.
“Ainda assim são projeções positivas”, afirmou.
Defensivos Esta, porém, não é a projeção feita pelo setor de defensivos agrícolas.Odiretor-presidente da FMC na América Latina, Antonio Carlos Zem, faz suas projeções para a próxima safra com base nos resultados deste ano. “O mercado tem mostrado um crescimento expressivo em função da demanda interna, além disso o Brasil já vendeu para o mercado externo volume equivalente a 70% a 80% da produção atual para a próxima safra”, disse.
OBrasil foi autossuficiente em algodão em meados dos anos 1980. Na década seguinte, a produção caiu, especialmente pela disseminação de pragas como o bicudo, considerado um dos principais males da cotonicultura. A retomadasedeua partirdaprodução de algodão no cerrado.