Commodities Agrícolas
Na contramão do dólar. A valorização do dólar no mercado internacional determinou a queda das cotações do açúcar na quinta-feira na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em outubro encerraram a sessão negociados a 18,26 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 30 pontos em relação à véspera, ao passo que os papéis para entrega em março recuaram 26 pontos e fecharam a 17,92 centavos de dólar. Apesar da baixa, traders nova-iorquinos consultados pela agência Dow Jones Newswires realçaram que a demanda pela commodity continua forte, o que abre espaço para altas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal subiu 1,58% na comparação com quarta-feira, para R$ 45,52. Neste mês de agosto, a alta acumulada alcança 5,59%.
Frente fria no Brasil. Um vigoroso movimento de compras liderado por fundos especulativos garantiu a alta do café na quinta-feira na bolsa de Nova York. De acordo com a agência Dow Jones Newswires, traders afirmaram que a sanha compradora foi deflagrada pelas previsões de forte queda das temperaturas neste fim de semana no Brasil, o maior exportador mundial da commodity. Os contratos com vencimento em setembro fecharam a US$ 1,7555 por libra-peso, ganho de 495 pontos em relação à véspera, ao passo que os futuros para entrega em dezembro subiram 520 pontos e atingiram US$ 1,7755. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do café arábica subiu 2,8%, para R$ 318,81. Com isso, a variação acumulada em agosto passou a ser positiva (0,45%).
Clima na África. Ao contrário do café, e em linha com o açúcar, o cacau perdeu valor na quinta-feira na bolsa de Nova York por causa da valorização do dólar diante de outras moedas no mercado internacional, de acordo com relato da agência Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em setembro fecharam a US$ 2.906 por tonelada, queda de US$ 106 na comparação com o fechamento da véspera, enquanto os papéis para dezembro recuaram US$ 109, para US$ 2.930. Também colaborou para a queda a expectativa de o clima favorável na África Ocidental eleva a oferta. No mercado interno, a amêndoa saiu, em média, por R$ 83,33 nas praças de Ilhéus e Itabuna, conforme estatísticas divulgadas pela Central Nacional de Produtores de Cacau.
"Efeito USDA". O mesmo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que provocou a elevação das cotações de trigo, milho e soja na bolsa de Chicago (ver página B12) causou também a alta do algodão na quinta-feira em Nova York. Os contratos com vencimento em dezembro registrou alta de 265 pontos e encerrou o pregão negociados a 83,55 centavos de dólar por libra-peso, maior patamar em dez meses e meio, conforme a agência Dow Jones Newswires. O que pesou para a decisão de compra dos traders foi a projeção de queda dos estoques finais mundiais da commodity, conforme os analistas consultados pela agência. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso de algodão em pluma subiu 1,1%, para R$ 1,7211. A alta em agosto é de 5,48%.