Commodities Agrícolas
Oferta apertada. Os futuros de açúcar estenderam os ganhos em Nova York e entraram no quinto mês de alta. Os papéis com vencimento em março bateram 19,08 centavos de dólar a libra-peso, com ganho de 29 pontos. De acordo com a Bloomberg, há especulação de que alguns países, incluindo Indonésia, Rússia e Paquistão, irão importar mais açúcar já que o clima adverso reduziu suas respectivas produções. As fortes chuvas que atingem a Indonésia podem provocar perdas na produção, segundo a agência. Além disso, a produção na Rússia pode ser 20% menor por causa da seca. Já o Paquistão informou que pode começar a comprar açúcar em dezembro para suprir perdas por causa das enchentes. Internamente, o dia foi de leve alta e o indicador Cepea/Esalq para o açúcar ficou em R$ 47,81 por saca.
Realização de lucro. Os futuros do café arábica recuaram ontem após atingir o maior preço em quase 13 anos na sexta-feira na bolsa de Nova York. No pregão de ontem, traders se desfizeram de suas posições para realizar lucros. Com isso, os papéis para entrega em dezembro caíram 180 pontos para fechar a US$ 1,8325 por libra-peso. A expectativa do mercado é de uma safra recorde no Brasil, o que aliviaria a pressão sobre a oferta mundial. Segundo o USDA, a produção brasileira deverá subir 23% na safra atual, para o recorde de 55,3 milhões de sacas. "As pessoas estão aguardando para ver se o Brasil irá inundar o mercado com grandes números", disse à Bloomberg Hector Galvan, da RJO Futures. No mercado interno, a saca de 50 quilos ficou em R$ 325,23, queda de 0,87%, segundo o Cepea/Esalq.
Consumo em baixa. Os futuros do suco de laranja recuaram ontem na bolsa de Nova York num mercado sem novidades e influenciado por um cenário técnico baixista, de acordo com a Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em novembro encerraram o pregão a US$ 1,3615 a libra-peso, queda de 75 pontos. Segundo a Bloomberg, citando dados do Departamento de Citros da Flórida, ontem foram divulgadas as vendas de suco de laranja no varejo americano, que caíram 8,1% nas quatro semanas encerradas em 7 de agosto, em comparação com as vendas um ano antes. Os preços do produto no varejo subiram 3,3% na média para US$ 5,63 o galão de US$ 5,45. No mercado brasileiro, o dia foi de estabilidade, com a caixa da laranja para a indústria cotada a R$ 14,77, segundo o Cepea/Esalq.
Pressões sazonais. Os contratos futuros do milho recuaram ontem no mercado americano, sucumbindo a pressões sazonais antes do período da colheita e à realização recente de lucros. Foi a segunda queda em três pregões. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones, a queda não deverá ser prolongada, já que ainda há dúvidas quanto à safra e ceticismo em relação ao potencial de colheita em áreas atingidas pela seca no território americano. Na bolsa de Chicago, os contratos para entrega em dezembro encerraram o dia a US$ 4,3275 por bushel, com recuo diário de 3,50 centavos de dólar. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do milho ficou em R$ 20,85, com alta de 1,21%, segundo o Esalq/ BMF&Bovespa. No mês, a commodity já subiu 6,51%.